Postagem em destaque

Brasil na Copa: Barbara Gerneza, jornalista russa, fala sobre assédio de torcedores brasileiros

Barbara fazia reportagem sobre torcedores na Copa do Mundo da Rússia quando foi surpreendida pela atitude de um grupo de 14 brasileiros; ...

sábado, 6 de maio de 2017

Ford detalha motor 1.5 Dragon flex. Com 3 cilindros e 137 cv!

Ford 1.5 3-cilindros

Novo motor 1.5 de três cilindros produz até 137 cv e 16,2 mkgf (divulgação/Ford)
A Ford apresentou hoje seu novo motor 1.5 de três cilindros, que estreará a bordo do Ecosport, em agosto deste ano, e deverá equipar outros modelos da marca como a futura geração do Focus – com lançamento previsto para o final do ano.
Ford 1.5 3-cilindros
O 1.5 TiCVT é a mais nova variação da família global de motores de três cilindros que inclui os 1.0 e 1.0 EcoBoost já presentes nos modelos nacionais, como Ka e Fiesta. Ele guarda muitas semelhanças com o 1.5 EcoBoost (com nada menos que 200 cv) do novo Fiesta ST, mas sem a injeção direta e o turbo do motor europeu.
Novo motor 1.5 de três cilindros produz até 137 cv eSegundo a Ford, o Brasil será o primeiro mercado do mundo a ter essa nova configuração, embora as primeiras unidades do Ecosport que serão comercializadas no país sejam equipadas com motores vindos da Índia, país que terá a primazia da produção.
O Brasil também vai produzir esse motor, mas só em uma segunda fase. Neste momento, a Ford trabalha para preparar as instalações de sua fábrica para receber a novidade.
Desenvolvido com foco na eficiência energética e no desempenho, o 1.5TiVCT representa uma evolução tecnológica em relação ao motor 1.6 Sigma de quatro cilindros já conhecido dos brasileiros. Segundo a Ford, aliás, o 1.5 TiVCT não aposenta completamente o 1.6 Sigma, que vai seguir equipando o Fiesta.

Mas enquanto o 1.6 Sigma gera 128 cv de potência e 16 mkgf de torque, o 1.5 TiVCT entrega 137 cv e 16,2 mkgf (as faixas de rotação de potência e torque máximos não foram divulgados).
O nome TiVCT vem do comando de válvulas, que é duplo e independente, na admissão e no escape (variando apenas o tempo de abertura, sem alterar a vazão). Em inglês, a sigla é formada pelas iniciais de Twin Independent Variable Camshaft.
Mas o avanço técnico do novo motor não está somente no comando de válvulas. Veja a seguir quantas melhorias o TiVCT traz na comparação com o Sigma.
Bobinas de ignição individuais – uma para cada vela, são capazes de produzir múltiplas centelhas, de modo a favorecer a combustão em todos os regimes, inclusive na fase fria, que é a mais crítica.
Comando de válvulas variável e bobinas individuais
Comando de válvulas variável na admissão e no escape e bobinas individuais para cada vela (divulgação/Ford)
Coletor de escapamento integrado ao bloco – traz o catalisador mais próximo do motor, permitindo que a temperatura de serviço seja atingida mais rapidamente (tendo como benefício a possibilidade de usar misturas pobres, o que resulta em menos consumo e emissões). Além disso, o fato de poder ser resfriado pelo sistema de refrigeração do motor, esse coletor traz uma vantagem adicional de proteção ao catalisador, evitando picos de temperatura.
Coletor de escape integrado
A abertura no bloco é para o coletor de escape integrado (divulgação/Ford)
Tampa frontal com função estrutural – tem como missão agregar a bomba d’água e receber os coxins do motor eliminando suportes que adicionariam peso ao conjunto.
Eixo balanceiro com mancais hidrodinâmicos – funciona como contrapeso para reduzir as vibrações do motor e conta com canais internos de lubrificação para reduzir o atrito interno (menos atrito significa menos perdas mecânicas).
No detalhe, o eixo balanceiro com mancais hidrodinâmicos
No detalhe, o eixo balanceiro com mancais hidrodinâmicos (divulgação/Ford)
Bomba de óleo variável – regula a pressão de acordo com o funcionamento do motor (aumentando a pressão, nas altas rotações, e reduzindo, nas baixas e médias). Segundo a Ford, esse recurso resulta em uma melhoria de 0,5% no consumo de combustível em relação a uma bomba convencional.
Correia dentada banhada em óleo – graças à lubrificação, trabalha com níveis reduzidos de atrito e ruído e dispensa manutenção durante toda a sua vida útil, estimada em 240.000 km.
Correia dentada e, na parte inferior, a bomba de óleo
A correia dentada banhada em óleo (na parte superior) e a bomba de óleo variável acionada por correia (na parte inferior) (divulgação/Ford)
Além desses destaques, o motor 1.5 TiVCT tem ainda a vantagem de ser mais leve (10% segundo a Ford) pelo fato de possuir um cilindro a menos (3 ao invés de 4); contar com comandos de válvulas com balancins roletados e tuchos hidráulicos (reduz atrito e ruídos); velas centralizadas nas câmaras (favorece a queima de mistura) e virabrequim descentralizado (10mm) o que diminui o atrito durante a subida dos pistões contra as paredes dos cilindros.
O virabrequim é descentralizado
O virabrequim descentralizado reduz atrito entre os pistões e as paredes dos cilindros. (divulgação/Ford)
Quando chegar, se a concorrência não apresentar nenhuma novidade antes, o 1.5 TiVCT será o motor aspirado com maior potência por litro do mercado, com potência específica de 91,5 cv/l, diante dos 80,1 cv/l obtidos pelo motor 1.6 Sigma.
O novo motor 1.5 fará sua estreia no EcoSport, mas também deve ser utilizado em outros modelos, como o próximo Focus. Em ambos os casos, eles devem aposentar o 1.6 Sigma nas versões intermediárias, mantendo o 2.0 das versões mais caras.
Ainda não está claro, porém, como o 1.5 TiVCT irá afetar outras opções de motorização da marca. O recente 1.0 EcoBoost do Fiesta, por exemplo, tem números de potência e torque parecidos (125 cv e 17,3 mkgf), e também já é utilizado pelo Focus e pelo EcoSport na Europa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMPARTILHE

AS MAIS LIDAS DA SEMANA

Scorpions - The Concert Live in Munich - Show Completo

Flagra! Chevrolet Spin renovada é vista disfarçada antes da estreia