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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Impasse: Sem acordo, grupo empresários teme por demissões na fábrica da montadora

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O impasse entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a montadora General Motors preocupa empresários de São José. Sem acordo sobre a suspensão temporária (layoff) de 1,6 mil contratos e a alegação de excedente de mão-de-obra, as empresas temem por demissões e reflexos ainda maiores na economia da cidade.
Desde março, a montadora negocia a abertura de um layoff com o Sindicato dos Metalúrgicos. Como as negociações não avançaram, o impasse foi parar na Justiça. Nas audiências no Tribunal Regional do Trabalho a GM alega que por causa do "cancelamento de um contrato com o méxico" opera com um "excedente de 1,6 mil empregados", e que sem o "acordo de layoff, não tem outra alternativa senão o desligamento do excedente de mão-de-obra".
Mesmo assim, a negociação com continua travada Para Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do sindicato, o problema não é a abertura do layoff, mas sim as condições de um possível acordo.

"O sindicato está negociando o layoff com a General Motors e as condições da negociação são as seguintes: não tem nenhuma demissão, tem que ter estabilidade no emprego e a renovação das cláusulas sociais que é nosso acordo coletivo com a empresa, que proíbe demissão de trabalhador lesionado, que tem doença ocupacional, e que proíbe a terceirização na fábrica", disse.
Preocupados com o impasse e como as demissões poderiam afetar a economia da cidade, um grupo de empresários de São José divulgou uma carta aberta apoiando o layoff. No documento, os empresários pedem a "mobilização de toda a sociedade para preservar esses postos de trabalho e sustento das famílias".
"Entendemos que o melhor caminho é o acordo. Porque vamos preservar o emprego e é o emprego que faz a cidade acontecer, que coloca a cidade em movimento. E a cidade não pode parar", disse Humberto Dutra, presidente da Associação Comercial.
O economista Guaraci de Morais também defende a suspensão temporária dos contratos na GM, e explica como as demissões podem afetar a cidade. "Preservar o emprego desses funcionários é garantir emprego nas cadeias produtivas, nas autopeças e empresas da mesma área, e também no comércio da cidade de uma forma geral", explicou.
A GM não quis se pronunciar sobre o impasse na negociação. Já o sindicato disse que agendou uma nova reunião com representantes da empresa ainda esta semana.

fonte: G1 Vanguarda
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