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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Febre amarela: veja perguntas e respostas sobre a doença

Macacos não trasmitem febre amarela aos humanos, mas indicam presença do vírus (Foto: Arquivo / TG )

Macacos não trasmitem febre amarela aos humanos, mas indicam presença do vírus (Foto: Arquivo / TG )

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo investiga 10 casos de pessoas com suspeita de terem contraído o vírus da febre amarela na cidade. De acordo com a pasta, 4 casos foram descartados nos primeiros exames.

Segundo informações divulgadas nesta quarta (8), dois terços dos casos suspeitos são de pessoas que moram na Zona Norte do Município de São Paulo, onde estão localizados os Parques Horto Florestal e da Cantareira, na região do Tremembé.

No Horto também foram encontrados macacos mortos com a doença. O parque chegou a ser fechado pelas autoridades sanitárias e pela Secretaria Estadual da Saúde.

G1 esclarece algumas dúvidas sobre a doença:


1. Devo sair atrás da vacina?


O secretário da Saúde incentiva a população a se vacinar, mas diz que não há risco de propagação da doença, já que os parques foram fechados há duas semanas e a febre amarela demora, em média, 7 dias para se propagar.

O secretário da Saúde incentiva a população a se vacinar, mas diz que não há risco de propagação da doença, já que os parques foram fechados há duas semanas e a febre amarela demora, em média, 7 dias para se propagar.

Após a morte dos macacos com febre amarela, o governo do estado e a prefeitura iniciaram uma campanha mais intensa de vacinação.

A ideia, segundo o secretário estadual da Saúde, David Uip, é realizar a imunização de um milhão de pessoas. O foco será nos bairros de Tremembé, Casa Verde e Vila Nova Cachoerinha, que são vizinhos ao Horto.

A vacinação será focada nos arredores porque o mosquito transmissor não tem muita autonomia de voo.

 (Foto: Editoria de Arte/G1)"Quem deve ser vacinado são as pessoas que moram a 500 metros do Horto. Essa população de fronteira", disse Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica. Segundo ela, por precaução, a campanha pode ser estendida para um raio de 1 km no futuro.

No restante do país, como os casos registrados neste ano estão concentrados fora das regiões urbanas, o Ministério da Saúde recomenda imunizar todas as pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e aqueles que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. Veja a lista das localidades com recomendação.

2. Como a febre amarela é transmitida?

Um ser humano ou um primata (macaco) com o vírus é picado por um mosquito transmissor. O inseto pica e passa o micro-organismo para outra pessoa, que desenvolve a doença. Não é possível a transmissão direta entre pessoas e animais, e vice-versa.

O principal mosquito vetor da febre amarela silvestre no Brasil é o Haemagogus. Na versão urbana da doença, é o Aedes aegypti.


3. Quais são os sintomas da febre amarela?


A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas.

Do total de infectados, 15% desenvolvem a versão mais grave da doença. Dentre os membros deste grupo, cerca de 20% a 40% das pessoas podem morrer.

4. Quem pode se vacinar?

Nas áreas com recomendação, em situações de emergência, a vacina pode ser dada a partir dos seis meses de idade. O governo diz, no entanto, que a vacina da febre amarela será incluída no calendário de 2018 para bebês a partir de nove meses, idade em que é administrada em situações normais de transmissão. Depois, as crianças devem receber um segundo reforço aos quatro anos de idade.

A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de dez dias para garantir a imunização após a primeira aplicação.

Pessoas com mais de cinco anos de idade devem se vacinar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda apenas uma dose com garantia de proteção por toda a vida. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.

Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.


5. E o surto que afetou diferentes regiões do país este ano?

Em outubro, foi confirmada uma morte por febre amarela silvestre no município de Itatiba (SP). Desde julho deste ano, foi o único caso de morte confirmada em humanos no país.
O fim do surto de febre amarela no país foi declarado pelo Ministério da Saúde em setembro. No entanto, segundo o ministério, foram mantidas as ações de prevenção, como controle de mosquitos, vacinação e vigilância em relação a casos em animais.


6. Com os casos de mortes entre primatas em São Paulo, a febre amarela pode ser chamada de 'urbana'? Ou ainda é 'silvestre'?


O Ministério da Saúde esclarece que a febre amarela ainda é considerada "silvestre" porque os casos registrados até aqui no país, de acordo com o órgão, ainda estão em regiões rurais ou de mata, e são transmitidos pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Por enquanto, não foi detectada a transmissão da doença pelo Aedes aegypti, mais famoso pela transmissão de dengue, zika e chikungunya e por gostar das áreas urbanas.

7. E como a doença pode virar urbana?


Uma pessoa infectada em zona rural pode ir para uma cidade. Uma vez picada por um mosquito Aedes aegypti, o inseto pode transmitir a doença para outra pessoa, e assim por diante. Até o momento, nenhum caso assim foi registrado.

Vale ressaltar que o vírus da febre amarela não é transmitido de pessoa para pessoa, apenas pela picada de mosquitos infectados. O Brasil não registra febre amarela urbana desde 1942.



fonte: G1/Bem Estar 

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