sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Procurador da Fazenda esfaqueia juíza dentro de tribunal em São Paulo



Crime na sede do TRF-3, agressor foi preso pela PF, em nota, Ajufe repudiou ataque

O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção esfaqueou a juíza Louise Filgueiras dentro do TRF-3 (Tribunal Regional da 3ª Região), em São Paulo, nesta 5ª feira (3.out.2019).


Depois de invadir o gabinete e agredir a juíza, Assunção foi imobilizado por servidores e preso pela Polícia Federal. A magistrada foi ferida no pescoço, mas sem gravidade.
Poder360 tentou contato com o TRF-3, no entanto, não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Em nota (íntegra), a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) manifestou indignação face ao ataque e pediu apuração rigorosa dos fatos.
“A falta de segurança que acomete o ofício dos Magistrados é crônica. Não se justifica, em nenhuma hipótese, colocar vidas em risco por motivo de restrições orçamentárias”, reclama a associação.
De acordo com o site Conjur, antes da agressão, o procurador da Fazenda já teria se mostrado “alterado” ao despachar com outra desembargadora do Tribunal e parecia estar “em estado de surto”.
A juíza vítima da agressão foi convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes que está de férias.
NOTA PÚBLICA 
A Ajufe e Ajufesp vêm a público manifestar sua indignação em face do covarde ataque sofrido pela Juiza Federal Louise Filgueiras, nas dependências do Tribunal Regional Federal da 3a Região. A ousadia e a violência do ataque, desferido pelo Procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção, trazem à tona grandes preocupações e questões relevantes. A falta de segurança que acomete o ofício dos Magistrados é crônica. Não se justifica, em nenhuma hipótese, colocar vidas em risco por motivo de restrições orçamentárias. A segurança, a ser garantida por profissionais devidamente treinados, é essencial para o exercício do ofício judicante. A Magistratura carece de um mínimo de tranquilidade para trabalhar em paz. O momento político em que vivemos, por sua vez, com a interdição do diálogo e a polarização ideológica, contribuem para o acirramento dos ânimos e para o desrespeito crescente às instituições. O Poder Judiciário tem sido objeto de ataques vis, que maculam a sua independência e botam em xeque a sua autoridade. Essa quebra de institucionalidade pode causar consequências nefastas para toda a sociedade, autorizando manifestações de ódio que podem resultar em violência de toda ordem. Manifestamos nossa irrestrita solidariedade à colega e pedimos a apuração rigorosa dos fatos. A Magistratura Federal exige respeito e segurança para exercer com a necessária independência o seu mister constitucional. Brasília, 03 de outubro de 2019.

fonte: Poder360

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