sexta-feira, 8 de novembro de 2019

A história de Toffoli, conheça o currículo de um ministro que foi reprovado no concurso para juiz

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“Em junho de 2016, estava nas mãos de Toffoli mais um caso rumoroso envolvendo um petista de quatro costados: o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi Hoffmann. Não deu outra: Toffoli mandou soltá-lo. Bernardo estava preso preventivamente sob a acusação de desviar dinheiro de aposentados.


Em 2017, o STF encontrou mais uma vez o destino de Dirceu sob sua responsabilidade. O petista cumpria prisão preventiva desde agosto de 2015. Sem titubear, Toffoli foi de novo ‘pule de 10’. Ao lado de Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, o ex-advogado das campanhas presidenciais do PT assegurou ao ex-ministro um ano de liberdade a mais, antes da condenação em segunda instância.
Em 2018, votou a favor de um habeas corpus a Lula para que o petista pudesse esperar decisão do Superior Tribunal de Justiça, o STJ, a fim de ter a prisão decretada.”
Nome: José Antonio Dias Toffoli

Profissão (atual): Ministro do Supremo Tribunal Federal /STF- Suprema Corte. Idade: 41 anos

Um breve histórico, para entender a "coisa": Currículo: "um passado não muito distante" - Formado pela USP - Pos Graduação: nunca fez - Mestrado: nunca fez - Doutorado: também não fez - Concursos: 1994 e 1995 foi reprovado em concursos para juiz estadual em São Paulo (é estadual e não Federal, não vá se confundir). - Depois disso, abriu um escritório e começou a atuar em movimentos populares. Nessa militância, aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PTEm Brasília: - Aproximou-se de Lula e José Dirceu, que o escolheram para ser o advogado das campanhas 1998, 2002 e 2006;- Com a vitória de Lula foi nomeado Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, então comandada por José Dirceu;- Com a queda do chefe, pediu demissão e voltou à banca privada;- Longe do governo, trabalhou na campanha para a reeleição de Lula, serviço que lhe rendeu 1 milhão de reais em honorários.- No segundo mandato, voltou ao governo como chefe da Advocacia-Geral da União;- Toffoli é duas vezes réu. Ele foi condenado pela Justiça em dois processos que correm em primeira instância no estado do Amapá. Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de 700.000,00 (setecentos mil reais) dinheiro recebido "indevidamente e imoralmente" por contratos "absolutamente ilegais", celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá.- Um dos empecilhos mais incontornáveis para ele é sua visceral ligação com o PTespecialmente com o ex-ministro José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão. De todos os ministros indicados por Lula para o Supremo, Toffoli é o que tem mais proximidade política e ideológica com o presidente e o partido. Sua carreira confunde-se com a trajetória de militante petista – essa simbiose é, ao fundo e ao cabo, a única justificativa para encaminhá-lo ao Supremo.
  
POSSE:

Cadeira dos sonhos: No dia 23/10/2009 ocorreu a posse de Dias Toffoli como ministro do STF ( indicado pelo Presidente Lula).


Algumas atividades como Ministro do STF. Ao longo de oito meses no STF ele participou de julgamentos polêmicos e adotou posturas isoladas. - Em março, foi o único entre dez ministros que votou favoravelmente ao pedido de habeas corpus para libertar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal.- Em maio, votou pela absolvição do deputado federal Zé Gerardo (PMDB-CE), primeiro parlamentar condenado pelo Supremo desde a Constituição de 1988 (o julgamento acabou em 7 a 3). - Duas semanas depois, indeferiu um pedido de liminar em habeas corpus em favor do jornalista Diogo Mainardi, em processo no qual foi condenado por calúnia e difamação. Mainardi é crítico da gestão petista e de Lula. Toffoli, que também é ministro-substituto do Tribunal Superior - Eleitoral, pediu vista de um dos processos por propaganda eleitoral antecipada contra Lula e a presidente pelo PT, Dilma Rousseff. O julgamento avaliava um recurso contra uma decisão que multou os dois, nos valores de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, e que foi determinada pelo ministro Henrique Neves no dia 21 de maio.

fonte: O Antagonista

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