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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Governo do RJ pagou café da manhã superfaturado para presos


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Durante seis anos, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio pagou R$ 76 milhões a uma Organização Social de Interesse Público (OSCIP) pa


Durante seis anos, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio pagou R$ 76 milhões a uma Organização Social de Interesse Público (OSCIP) para fazer o café da manhã e o lanche da tarde de cerca de 30 mil presos. Sem nota fiscal e nenhum comprovante do serviço. Segundo o Tribunal de Contas do Estado, esse preço foi superfaturado.
A Iniciativa Primus, que se definia como sem fins lucrativos, nunca pagou pelo espaço dos serviços, pelos ingredientes e nem pela mão de obra dos presos. Mesmo assim, recebeu dinheiro do governo do Rio entre julho de 2010 e junho de 2015. Apesar de ter alguns sócios nesses anos, ninguém sabe ou não quer apontar quem é o verdadeiro dono da organização.

No endereço que consta como sede da OSCIP, funcionários dizem que os donos não se encontravam no local. O advogado Bernardo Safady Kaiuca, que assinou o primeiro contrato com a Secretaria de Administração Penitenciária, não quis gravar entrevista, mas disse que saiu da sociedade e quem estava à frente do negócio era Carlos Felipe de Paiva, um advogado carioca. Ele era o dono da empresa, a Induspan, que serviu café da manhã e lanche para os presos antes da Iniciativa Primus. Perdeu o contrato por irregularidades. Paiva também é ligado à Alimentex, que usou mão de obra dos detentos para fabricar embalagens de alumínio.
No papel, os donos da Induspan e da Alimentex são Wedson Gedeão de Farias e Maria do Carmo Nogueira de Farias. Mas, por uma procuração, eles deram a Carlos Felipe Paiva o poder sobre tudo o que têm. O casal mora em um conjunto habitacional em Cosmos, na Zona Oeste do Rio. Tudo indica que eles levam uma vida bem simples. Também aparecem em nome de Wedson e Maria uma lancha avaliada em R$ 2 milhões e um restaurante em um bairro chique de São Paulo, o Esch Café, onde aparecem como donos apesar de nunca terem sido vistos no local.
A família de Wedson Gedeão de Farias não quis falar. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que rompeu unilateralmente o contrato com a iniciativa Primus. O ex-secretário Cesar Rubens de Carvalho, responsável pela entrada da organização no governo do estado, disse que exigiu a prestação de contas. O Esch Café não respondeu às perguntas sobre Wedson Gedeão de Farias.

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