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Mostrando postagens de Fevereiro 19, 2017

Primeira colocada em medicina na USP é negra e aluna da rede pública

Bruna Sena, estudante de 17 anos, é primeira colocada em medicinana USP de Ribeirão Preto, carreira mais concorrida da universidade.  Negra  e estudante da escola pública, ela é grande militante de causas socias como o  feminismo , o  movimento negro  e a liberdade de  gênero . A mãe, Dinália Sena, cria a filha sozinha desde os nove meses. Caixa de supermercado, ela sempre afirmou que a educação da menina estava em primeiro lugar, mesmo ganhando 1.400 reais por mês e morando em um conjunto habitacional da periferia de Ribeirão Preto. Exultante com a conquista da filha, ela demonstra apreensão de que o  racismo  na universidade seja forte. Bruna, no entanto, mostra-se tranquila. Depois de uma vida escolar exemplar, ela conseguiu uma bolsa de estudos no último ano do ensino médio em um cursinho popular administrado por estudantes da  USP , onde estuda à noite. Desde pequena, ela conta com a ajuda de familiares e amigos para fazer cursos, como o kumon de  matemática . "Qu

Escolas americanas oferecem "clubes do cochilo" aos alunos

Os adolescentes não estão dormindo o suficiente: de acordo com  estudo  publicado no periódicoJournal of Adolescent Health, mais de 70% dos jovens americanos dormem menos de sete horas por noite —  segundo a Fundação Nacional do Sono , nos Estados Unidos, o ideal é que fosse um período entre oito e dez horas. Uma boa noite de  sono  é essencial para ter mais disposição, concentração, memória, bom humor e evitar problemas de saúde. Pensando nisso, algumas escolas americanas decidiram intervir, criando o " clubes do cochilo ".  Trata-se de uma espécie de atividade extracurricular, na qual é necessário ficar em sala de aula sem fazer barulho, conversar, ou usar dispositivos eletrônicos.  Segundo o jornal  The Wall Street Journal , alguns colégios estão, inclusive, tentando deixar os locais mais preparados para o  descanso , investindo em sofás confortáveis e oferecendo chás para os alunos. "É como se fosse uma sala de estudos terapêutica", descreveu um dos pr

“Gato” da Copinha é suspenso por 360 dias e não pode atuar em 2017

Heltton Matheus Cardoso Rodrigues, que ficou conhecido como “Gato da Copinha”, teve sua pena decidida pelo TJD-SP, em julgamento realizado nesta segunda-feira. O atleta está suspenso do futebol por 360 dias, além de receber multa de R$500.   O jogador, que disputou a Copa São Paulo pelo Paulista, de Jundiaí, atuou como Brendon Matheus na principal competição de juniores do Brasil. Pelo documento apresentado para atuar no torneio, ele tinha 19 anos. Na verdade, Heltton tem 22. Ele foi denunciado no artigo 234 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Inclusive, o “gato” já estava suspenso, preventivamente, pela Federação Paulista de Futebol. Em participação no programa Mesa Redonda, da  TV Gazeta , o zagueiro pediu desculpas ao Paulista, por ter mentido e gerado a eliminação do clube de Jundiaí. O Galo da Japi estava classificado para a final da Copinha quando o caso veio à tona. O clube foi punido, e o Batatais ocupou a vaga na decisão, contra o Corinthians. Co

Mata Hari: A espiã que amava

Há cem anos, durante a Primeira Guerra, ela foi presa, acusada de espionagem. Conheça a história da dançarina burlesca que foi do estrelato para o pelotão de fuzilamento Margaretha Geertruida Zelle McLeod vestiu-se com elegância para sua morte, naquela manhã de outono de 15 de outubro de 1917. Saia longa, corselete de renda, chapéu de feltro, botinas, casaco e luvas até os cotovelos. O terror de momentos atrás, quando soube que sua pena capital seria executada na penitenciária francesa de Saint-Lazare, transformara-se em calma. Frente aos 12 soldados do pelotão de execução que apontavam seus fuzis para ela, ouviu a sentença em que era “condenada à morte por unanimidade por espionagem”. Enviou um beijo aos carrascos e sorriu para as freiras que a acompanhavam. Às 6h12, a ordem de execução foi dada por um brusco movimento descendente de sabre. Um dos soldados desmaiou. Onze tiros ecoaram, certeiros. O marechal Petey caminhou até o corpo estendido e disparou na têmpora o tiro de

Fantasmas do ódio: A história da Ku Klux Klan

Durante toda sua história, a Ku Klux Klan simbolizou duas coisas: primeiro, e obviamente, as feridas profundas da Guerra Civil, o rancor imenso dos brancos do Sul aos negros que foram "privilegiados" por Abraham Lincoln. Segundo, a força da Primeira Emenda da constituição americana: que uma sociedade como uma mensagem de ódio tão clara tenha sobrevivido até hoje é o testamento do compromisso absoluto com a liberdade de expressão, como em nenhum outro lugar do mundo. Vejamos por quê. O Sul não se conforma A Klan nasceu como um subproduto da Guerra Civil americana, iniciada pelos estados do sul do país, inconformados com o fim da escravidão. A luta durou quatro anos, entre 1861 e 1865, e terminou com a vitória da União sobre os insurgentes, 625 mil mortos e uma imensa região destruída, com a economia estagnada e condenada à pobreza por falta de um modelo de desenvolvimento que pudesse substituir rapidamente a mão de obra escrava. Em 1866, seis oficiais do antigo Exérc