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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Raiva humana assusta o Pará

Raiva: o principal hospedeiro é o morcego, mas pode ser transmitidas por cães não são vacinados. Atinge o sistema neurológico e pode matar até 100% dos infectados

Ao todo, foram 12 casos de notificação da doença, incluindo seis mortes; o último registro da condição no estado foi em 2005, de acordo com secretaria

Doze crianças já foram registradas com raiva humana no Pará, de acordo com a Secretaria de Saúde do estado. Desses casos, seis mortes acabaram em morte. Porém, até o momento, apenas um caso foi confirmado - o primeiro desde 2005 no estado.

De acordo com o órgão, a sexta criança morreu por raiva humana na tarde de terça-feira (15) no Hospital Regional de Breves. Outras quatro crianças seguem internadas na Santa Casa de Misericórdia em Belém e duas no Hospital Regional de Breves, que também atende um adulto com suspeita da doença.
Todos os pacientes têm entre dois e 11 anos e foram mordidos por morcegos em uma comunidade rural do município de Melgaço, no Arquipélago do Marajó. A maioria das crianças se mantêm em estado considerado grave.
As coletas de sangue de todas as vítimas, mesmo as que morreram, foram encaminhadas para o Instituto Pasteur, em São Paulo, referência no diagnóstico.
Por meio de nota, a secretaria informou que continua o trabalho de investigação e prevenção da raiva humana no município. Na última segunda-feira (14), mil doses de vacina antirrábica e 300 frascos de soros antirrábicos foram enviados à região.
As ações se concentram na localidade de Rio Laguna, a cerca de 70 quilômetros de Melgaço, onde residem aproximadamente mil pessoas. Até o momento, foram vacinadas 500 pessoas.
Desde o último dia 4, equipes de vigilância epidemiológica e de vigilância em saúde estão no local para investigar as suspeitas, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Pará e o Ministério da Saúde.
Todos os casos notificados pela Secretaria de Saúde como suspeitos para raiva humana apresentam quadro semelhante, com sinais e sintomas como febre, dispneia, cefaleia, dor abdominal e sinais neurológicos como paralisia flácida ascendente, convulsão, disfagia (dificuldade de deglutir), desorientação, hidrofobia e hiperacusia (sensibilidade a sons, principalmente agudos).

Histórico

Casos confirmados de raiva humana no Pará não ocorrem desde 2005, quando 15 casos foram registrados no município de Augusto Corrêa e três em Viseu (nordeste paraense) – todos por transmissão de morcego hematófago (que se alimenta de sangue).
Em 2004, Portel (município do Marajó) registrou 15 casos da doença – todos também por morcegos hematófagos, assim como os seis casos confirmados em Viseu, no mesmo ano.
Todos os casos confirmados nesses dois períodos, segundo a secretaria, evoluíram para óbito.

Raiva Humana

A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que acomete mamíferos, inclusive o homem, e é transmitida principalmente por meio da mordida de animais infectados (cães, gatos ou morcegos). Em 2017, foram cinco casos registrados no Brasil, sendo um em Pernambuco, um em Tocantins, um na Bahia e três no Amazonas.
Os sintomas da raiva humana variam de acordo com o avanço da incubação infecciosa. A pessoa mordida por um animal infectado pode sentir mal-estar geral, febre, anorexia, náuseas, dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade, inquietude e sensação de angústia.
Devido ao período de incubação da infecção – que varia a depender do organismo do paciente ou do tipo de animal que mordeu –, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente e relatar a mordida ao agente de saúde.
O Ministério da Saúde informou que adquire e disponibiliza aos estados os imunobiológicos necessários para a profilaxia pré e pós-exposição humana, para todas as pessoas que estão expostas ao risco de contrair raiva, além de distribuir vacinas antirrábicas caninas para a prevenção dessa doença em cães e gatos.



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