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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

O quadro de Bolsonaro teve grave perfuração no intestino grosso e fez colostomia; entenda

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  • A lesão no fígado foi descartada após laparotomia exploradora – quando os médicos abrem a barriga para checar quais foram os órgãos afetados;
  • O candidato teve um choque hipovolêmico - quando há perda severa de sangue. Após o procedimento médico, o sangramento foi controlado.
  • Ocorreu uma lesão de uma veia na região do abdômen, controlada pelos médicos;
  • Ocorreu uma lesão transfixante (perfuração) grave no intestino grosso, com importante contaminação fecal, que foi resolvida pelos médicos (fechada);
  • Ocorreram três lesões no intestino delgado, que também foram suturadas pelos médicos;
  • Ocorreram três lesões no intestino delgado, que também foram suturadas pelos médicos;
  • Ele fez uma colostomia temporária para evitar uma infecção no intestino grosso.
Colostomia: entenda o procedimento que passou Bolsonaro (Foto: Igor Estrella e Alexandre Mauro/G1)
De acordo com o médico Luiz Henrique Borsato, da equipe que atendeu Jair Bolsonaro na Santa Casa de Juiz de Fora, o candidato não deverá ter alta hospitalar antes de "uma semana ou 10 dias".

"Foi feita a abertura da barriga (laparotomia exploradora), mas como tinha muito sangue, a primeira ideia era que poderia ser uma lesão do fígado, que é um órgão que sangra muito. Mas foi uma lesão de uma veia no abdômen", disse o cirurgião Flávio Quilici, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Quilici explica que a lesão do intestino grosso é a que precisa de mais atenção. Como é por ali que acontece a passagem das fezes, é necessário fazer um desvio para que não ocorra uma infecção quando passar pelos pontos.

"O problema é que a lesão do cólon (intestino grosso), como perfurou e tem fezes na região, pode contaminar a barriga. Isso obriga, para garantir a segurança do paciente, a fazer um desvio das fezes", explica.

"O local onde ocorreu a lesão foi muito agredido e extravazou uma quantidade grande de fezes para a cavidade abdominal, acarretando uma contaminação. Aquela área não poderia ser recuperada e foi retirada".

A colostomia é um procedimento que encaminha as fezes e os gases do intestino grosso para uma bolsa fora do corpo, na região abdominal. A ideia é evitar a passagem das fezes pelos ferimentos, o que poderia causar uma infecção no local da perfuração e/ou uma reabertura das feridas.

O paciente poderá ficar alguns meses com a bolsa. Neste caso, não é um procedimento permanente.

"É grave. Foi atendido rapidamente e foi operado rapidamente. Os riscos que ele passa a correr são os de a veia voltar abrir, além das infecções", disse Quilici.


Segundo Quilici, a colostomia temporária irá trazer limitações para o candidato antes das eleições. "Isso vai interferir e muito em como ele vai se movimentar na campanha. Ele estará hospitalizado, depois tem um tempo de recuperação, e precisa estar sempre cuidando do líquido que sai para a bolsa".


fonte: G1

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