Pessoas morrendo - Amazonas “some” com mais de R$ 600 milhões da União

 

Diante do repentino aumento de contaminação da Covid-19 no estado do Amazonas, no início deste ano, muitas autoridades brasileiras começaram a questionar onde estariam os valores repassados pelo Governo Bolsonaro para combate ao vírus, coma medida provisória editada em 4 de junho pelo presidente Jair Bolsonaro.

O Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus foi aprovado pelo Senado Federal e consistiu num auxílio financeiro de quase R$ 120 bilhões concedido a estados, ao DF e municípios para o desenvolvimento de ações contra a pandemia do coronavírus.

O Governo Bolsonaro repassou R$ 60 bilhões, parcelados em quatro vezes. R$ 10 bilhões foram destinados a ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para os estados e R$ 3 bilhões para os municípios) e R$ 50 bilhões para uso livre (R$ 30 bilhões para os estados e R$ 20 bilhões para os municípios).

A divisão da verba por cada estado foi feita em função dos índices de contaminação. Já o rateio entre os municípios foi calculado pela divisão dos recursos por estado (excluindo o DF), usando os mesmos critérios. Para ajudar ainda mais estados, DF e municípios, o restante do valor total de R$ 119,8 bilhões foi repassado para a suspensão de dívidas. problema é que o orçamento do Governo Federal e os dados do portal da transparência do Amazonas mostram uma diferença surreal de mais de R$ 600 milhões entre o valor que foi enviado pela União e o que o estado declara ter recebido. A União garante que entregou, em 2020, R$ 884,9 milhões para o enfrentamento da pandemia no ente federado do Norte. O estado do Amazonas declara, porém, que recebeu apenas R$ 267 milhões: diferença de R$ 617 milhões.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), já havia sido denunciado duas vezes, em 2020, pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam). Mário Vianna, presidente da entidade, bem que entou protocolar pedido de impeachment contra Wilson e o vice, Carlos Almeida, por acusação de crime de responsabilidade. Mas, a solicitação foi arquivada por integrantes da Assembleia Legislativa do Estado que, por sinal, também eram investigados pelo “covidão”.

Em dezembro do ano passado, o Simeam voltou a formalizar novo pedido de impedimento para o governante do Amazonas, alegando “farta comprovação da prática de crime de responsabilidade e improbidade administrativa”.

O pedido ainda não foi analisado pelos parlamentares.


Com informaçõe: Jornal da Cidade online

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