Caminhoneiros fazem ato contra Doria e fecham a Marginal Tietê

 


Manifestantes protestaram contra decisão do governo de SP de aumentar restrições no estado

Um grupo de caminhoneiros decidiu fechar um trecho da Marginal Tietê, uma das principais vias expressas de São Paulo, nesta sexta-feira (5), em protesto contra as medidas impostas pelo governador João Doria contra a pandemia de Covid-19, que incluiu o fechamento de diversos serviços pelas próximas duas semanas.

Os manifestantes, com faixas, começaram o protesto por volta das 5h30, na Rodovia Castello Branco, e bloquearam o entroncamento entre as marginais Tietê e Pinheiros, na chegada a São Paulo. Por volta das 6h, havia 10 km de congestionamento nas duas marginais e na rodovia Castello Branco. A lentidão chegava até a praça de pedágio de Alphaville, em Barueri, da Castello Branco.

Na via local da marginal, alguns motoristas de carros particulares e motociclistas foram liberados por manifestantes e conseguiram passar. Nas pistas central e expressa, os manifestantes liberavam a passagem de alguns veículos e bloqueavam em seguida. Às 8h20, a faixa da esquerda da via expressa estava liberada para carros de passeio. Veículos de transporte não podiam passar.

A Polícia Militar e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estavam no local para tentar contornar a situação. O coronel Robson Cabanas Duque, porta-voz da PM, diz que policias negociavam com a liderança dos manifestantes para liberar a via.

– Nós entendemos o direito da manifestação, mas ela precisa ser pensada e precisa respeitar o direito das outras pessoas. Em um momento grave como esse não é possível que a gente faça esse tipo de movimento – disse o coronel.

A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, pediu aos manifestantes que as vias sejam liberadas neste momento caótico da pandemia, pois dificulta a chegada de insumos e de pacientes aos hospitais.

– Manifestações são sempre bem-vindas, somos um país democrático, mas não podemos interromper vias neste momento. Não há hipótese de não ter fase vermelha. Nós tivemos o maior aumento de internações de leitos de UTI Covid desde o início da pandemia e não é somente de idosos, é de jovens, de adultos. Todos estão adoecendo, e nós não teremos leitos se não fizermos a nossa parte – declarou.

RESTRIÇÕES
O governo de São Paulo regrediu todo o estado à fase vermelha, a mais restritiva da quarentena. A medida entra em vigor na primeira hora deste sábado (6) e deve permanecer até 19 de março. A fase vermelha autoriza apenas o funcionamento de setores da saúde, do transporte, da imprensa e de estabelecimentos como padarias, mercados, farmácias e postos de combustíveis.

Além destes, podem funcionar também as escolas e atividades religiosas, que foram incluídas na lista de serviços essenciais por meio de decretos estaduais. Shoppings, academias, restaurantes, bares e comércios não podem funcionar. Também foi imposto um toque de restrição, que ocorrerá das 20h às 5h, com o objetivo de coibir aglomerações e festas noturnas.

Com informações: Pleno News

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