Com rendimento de 103 mil, promotor quer proibir catarinenses de trabalhar

 


O promotor Fernando Comim, um dos responsáveis pela Ação Civil Pública que pede a decretação imediata de confinamento compulsório à população e fechamento do comércio por 14 dias, ao governo de Santa Catarina, teve em fevereiro um rendimento de 103 mil reais. Divulgada nas redes sociais, a informação causou revolta em internautas e trabalhadores que serão privados do sustento pelo decreto que afetará principalmente os mais vulneráveis economicamente. Em comentários, o procurador defendeu-se atacando críticos sob acusação de “hipocrisia” e pediu a internautas que dessem uma melhor alternativa ao enfrentamento da pandemia.

A informação, divulgada pela página Coalizão Conservadora, no Instagram, está disponível no site da Transparência, que mostra os rendimentos dos servidores públicos e revela o montante recebido pelo procurador no mês de fevereiro, podendo ser consultado por qualquer cidadão. Medidas de lockdown não contam com evidência de efetividade para o enfrentamento de epidemias, como mostrou recentemente um estudo de Stanford, entre outros.

Elaboradas por técnicos e sanitaristas, as medidas não contam com qualquer diálogo com a sociedade, mantendo-se em única voz e sem ouvir cidadãos que serão afetados pelas restrições.

Questionado por internautas, Comim rebateu:

“Qual a sua solução para as 107 pessoas que morreram nas últimas 24 horas em nosso estado? E para as 244 que aguardam uma vaga em UTI? Ajude-nos com ideias construtivas, não com hipocrisia”, escreveu o procurador.

O internauta respondeu:

“Hipocrisia é quem vive do estado do dinheiro que a população produz mandar fechar tudo. Não venha dizer que lockdown funciona pq não funciona, já foi feito ano passado e nada foi feito em vários países do mundo e resultado zero, na verdade na Argentina o número de infectado por milhões foi maior que o nosso. Então enfim não venha você com a sua falácia, economia e saúde andam juntas. E sou eu juntos com toda a população. Catarinenses pagamos seu salário, mais respeito por favor”.

Depois do comentário, outros internautas também criticaram o procurador, que até o fechamento desta matéria, não havia respondido ao comentário.

Em todo o Brasil, medidas semelhantes vêm sendo implementadas e trazem à memória períodos sombrios da nossa história.

Com informações: Estudos Nacionais.com

Comentários

MAIS LIDAS

Gratidão, Presidente!

Duas histórias degradantes