Os 15 escândalos que marcaram o governo Helder Barbalho durante a pandemia

 

Belém (PA) – Desde que começaram no Pará as ações de combate ao novo coronavírus, as entidades e o governo estadual se uniram para que os paraenses não fossem muito afetados pela pandemia do Covid-19. O governador Helder Barbalho surgiu como uma liderança pelas medidas tomadas em relação à doença, especialmente, quando impediu que um voo, vindo do Suriname, com mais de cem passageiros, tivesse Belém como destino final.

Mas a ‘lua de mel’ dos paraenses com seu governador foi logo interrompida quando começaram a surgir os escândalos das compras com suspeitas de superfaturamento, com dispensa de licitação, apoiadas no decreto de calamidade pública no estado. Ao todo, desde que começaram a aparecer os contratos, em março deste ano, já somam 15 escândalos, sendo que em alguns deles, Helder Barbalho teve que voltar atrás e desfazer contratos superfaturados.

Respiradores – O escândalo que mais chamou atenção, alcançando, inclusive a mídia nacional foi o dos respiradores. Nele, o Governo do Pará gastou cerca de R$ 50 milhões para compra de 400 kits de respiradores para serem usados nos hospitais de Belém. Depois de denúncias de profissionais de saúde e muita pressão de imprensa, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa-PA), admitiu que os respiradores foram entregues errados, eram para serem usadas em aulas de alunos de Medicina, e não em hospitais. Até o momento, a empresa SKN, que vendeu os respiradores, não devolveu o dinheiro da compra errada ao Governo do Estado. Veja aqui: https://parawebnews.com/sem-devolucao-total-do-dinheiro-caso-dos-respiradores-corre-para-o-esquecimento/

Cesta de alimentação – Ainda em março, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) firmou um contrato com a empresa Kaizen, no valor de mais de R$ 73 milhões para fornecer cestas de alimentação aos alunos da rede pública do Pará, enquanto as aulas estivessem suspensas, sendo que cada cesta iria custar R$ 138 reais. O escândalo foi revelado, porque a Kaizen tinha um capital de apenas R$ 79 mil. O contrato foi cancelado. Veja aqui: https://lucioflaviopinto.wordpress.com/2020/03/31/as-cestas-da-seduc/

Lanche de R$ 19,00 – Mais chamativo foi o contrato da Sespa para lanches de servidores na campanha de vacinação: cada unidade de lanche, com um salgado, uma caixinha de suco e um copo de água sairia pelo preço de R$ 19,00. Denunciado, o Governo do Estado cancelou o contrato. Aqui: https://www.romanews.com.br/cidade/governo-cancela-contrato-com-empresa-que-forneceria-lanche-completo/75425/

Hospitais de campanha – A construção dos quatro hospitais de campanha também teve escândalo e preço superfaturado. Em um primeiro momento, no Diário Oficial do Estado foi divulgado que o valor era de R$ 4.200.000,00, com dispensa de licitação, para que no dia seguinte, esse mesmo contrato tivesse uma errata e o contrato passou para cerca de R$ 17 milhões. A empresa contratada é a Projen, do estado de São Paulo. Veja como: https://portaltailandia.com/para/governo-do-para-ira-gastar-mais-de-100-milhoes-apenas-com-gestao-dos-hospitais-de-campanha/

Empréstimo internacional – No dia 6 de maio,em meio à pandemia, o Governo do Estado mandou pedido aos deputados Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) para contrair um empréstimo internacional no valor de US$ 100 milhões de dólares. O empréstimo foi autorizado unanimamente e o pagamento só começa a ser feito daqui a cinco anos, isto é, ficou para o próximo governador. A operação financeira equivale – em valores atuais – ao montante de R$ 403.010.000,00 (quatrocentos e três milhões e dez mil reais). Leia sobre aqui: https://parawebnews.com/assembleia-legislativa-autoriza-governo-do-para-a-contrair-emprestimo-externo-de-100-milhoes-de-dolares/

Censura prévia – No mesmo dia em que esse empréstimo foi autorizado, a Alepa também votou e aprovou, por unanimidade, um Projeto de Lei que ficou conhecido como Lei da Mordaça, que impedia quaisquer notícias que pudesse ser considerada como fake news. A lei chegou a ser sancionada por Helder Barbalho e publicada no Diário Oficial do Estado. Muita pressão da imprensa alternativa e Helder desautorizou a tal lei. Veja como foi em: https://parawebnews.com/governo-helder-barbalho-sanciona-lei-que-institui-censura-previa-em-publicacoes-no-estado-do-para/

Prendedores de gravata de ouro – O Governo do Pará comprou joias do Polo Joalheiro, entre eles, em março deste ano, três prendedores de gravata em ouro 18 quilates, que custaram aos cofres públicos, só eles, R$ 6.900,00. Veja: http://blogdoespacoaberto.blogspot.com/2020/04/coronavirus-nao-usa-prendedor-de.html

Toucas – Em abril, o Governo do Estado contratou a Levon Materiais de Construção e Pré-Moldados Ltda., uma microempresa da Cidade Velha, em Belém, para fornecer 600 caixas de “gorro descartável com elástico” no valor de R$ 97.500,00, ou seja, cada caixa saiu por R$ 162,50 e cada gorro por R$ 3,25. Em pesquisa na internet, o valor da unidade é quase 400% menor que o valor médio das toucas compradas pela Sespa. Veja em: https://www.romanews.com.br/cidade/sem-licitacao-governo-do-para-paga-quase-400-a-mais-por-toucas/75186/

Oxímetros – Em maio, as redes sociais denunciaram que o governo Helder Barbalho havia comprado oxímetros de pulso superfaturados. A pressão foi grande e a Sespa teve que se explicar. Veja: http://www.saude.pa.gov.br/2020/05/18/nota-de-esclarecimento/

Centro de Convenções – Há um mês, o Governo do Estado alugou o Centro de Convenções da Assembleia de Deus, na avenida Augusto Montenegro, para a instalação de mais um hospital de campanha. O valor do aluguel é de R$ 75 mil por mês. Nunca mais se soube sobre as obras por lá, muito menos, quando o hospital entrará em funcionamento. Veja aqui: https://parawebnews.com/governo-do-para-aluga-por-r-75-mil-mes-centro-de-convencoes-da-assembleia-de-deus/

Aluguel de caminhões frigoríficos – Em postagem no dia 1 de maio, o Movimento Brasil Livre Pará (MBL-PA) acusou o governador Helder Barbalho (MDB) de superfaturar o contrato de aluguel de caminhões frigoríficos para abrigar corpos de vítimas de Covid-19 no estado. O aluguel mensal foi de R$ 72 mil, que se juntasse dois meses desse aluguel daria para comprar um veículo de igual porte. Leia aqui: https://www.instagram.com/p/B_n18FTHEku/?utm_source=ig_embed

Álcool em gel – O final do mês de maio foi pródigo em escândalos de superfaturamento no governo Helder Barbalho. Começou com o escândalo do superfaturamento com que que Delegacia Geral do Pará comprou álcool gel. O preço de cada litro saiu a R$ 55,00, quando a média no mercado não passa de R$ 10, R$ 12. Além disso, a empresa que vendeu o álcool é da família da cunhada de Helder. Veja em: https://parawebnews.com/compra-sem-licitacao-de-alcool-em-gel-no-valor-de-r-55-o-litro-foi-autorizado-por-alberto-teixeira/

Jardinagem na Secult – Saindo da área de saúde, mas usando o portão abertos das compras sem licitação, a Secretaria de Cultura do Pará (Secult-PA) contratou a empresa JCS Engenharia, de São Paulo, por R$ 162 mil para cuidar dos jardins dos espaços da Secretaria. Depois da grita na imprensa, o contrato foi revogado. Leia em: https://parawebnews.com/sem-citar-jardinagem-em-seu-portfolio-empresa-e-contrata-pela-secult-sem-licitacao-pelo-valor-de-r162-mil-para-manutencao-de-jardinagem/

Garrafinhas PET – Outro escândalo do Governo do Pará que foi parar em rede nacional foi o da compra de garrafinhas PET, de 240 ml, para envasamento de álcool em gel. O valor total da compra foi de R$ 1,7 milhão, e cada garrafinha custou R$ 1,50, mais que o dobro da média encontrada no mercado. Veja aqui: https://parawebnews.com/governo-do-estado-gasta-r-17-milhao-em-garrafas-pet-vazias-ao-preco-de-r-150-e-usa-verbas-federais-no-pagamento/

Aluguel de ambulância por R$ 245 mil – E o mais recente, neste fim de semana, foi o escândalo do aluguel de oito ambulâncias, por 120 dias, ao valor de R$ 245 mil mensais, por cada ambulância. O valor total do contrato é de quase R$ 8 milhões. Leia aqui: https://parawebnews.com/governo-do-para-alugou-oito-ambulancias-por-quase-r-8-milhoes-mas-poderia-ter-comprado-47-por-esse-preco/

Cinco escândalos ao mês – É muito escândalo para tão curto espaço de tempo. Se considerarmos que são três meses, março, abril e maio, desde que começou a quarentena do coronavírus, temos uma média de cinco escândalos ao mês. Escândalos que vêm com voltas atrás e com as desculpas mais esfarrapadas possível.

E olhem que a pandemia ainda não acabou.

fonte: Pará Web News

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