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Labuta com muito estilo

Mitsue Campos Kashimura (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)

Mitsue Campos Kashimura
26 anos
Analista de software
DIAGEO
Quando cursava administração de empresas na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, Mitsue ouviu de seu professor de recursos humanos que deveria mudar de curso.

Ele achava que, por sua forma de se vestir, ela deveria ir para o curso de publicidade ou alguma área ligada a artes. O conselho não a fez mudar de área nem de estilo. Mitsue só trabalhou em multinacionais tradicionais e nunca teve problemas com a forma criativa como se veste. “Gosto muito de roupas pretas e de acessórios bem coloridos”, diz ela. “Não sigo códigos formais de vestimenta, mas me arrumo e mantenho a postura. Nunca viria de tênis e moletom.”
Trésor Uanick Kapasa (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Trésor Uanick Kapasa
24 anos
Visual Merchandising
DUDALINA
Responsável pela organização das lojas Dudalina, Trésor  Kapasa está sempre ligado no visual dos pontos de venda e no dele próprio. Formado em computação gráfica, fez um curso na área de moda para desempenhar melhor sua função. Para se vestir, usa detalhes para quebrar a sobriedade sem parecer casual demais. Investe em armações de óculos mais grossas e gravatas- borboletas para dar um toque de modernidade aos ternos. “Gosto também de peças coloridas”, diz ele.
“Eu as combino com cuidado, sempre com outras peças neutras, para não perder o equilíbrio.”
Ana Carolina Soares (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Ana Carolina Soares
25 anos
Gerente de contas
MICROSOFT
Ana Carolina gosta de se sentir confortável. Por isso,  prefere roupas de modelos mais soltos. Raramente usa salto e mistura peças coloridas com outras neutras. Camisa branca está entre uma de suas roupas preferidas, pela versatilidade. Lenços estampados dão bossa a suas produções neutras. Segue uma regra na hora de escolher o que usará:  “O que você veste não pode chamar mais a atenção do que o que diz”. Valoriza a liberdade de escolha. Odiou trabalhar num escritório onde tinha de usar social – se sentia fantasiada. A concessão que faz hoje é optar por tecidos mais finos e corte alinhado nos dias em que tem compromissos mais formais.
Gleidys Salvanha e Angelo Krenus (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Gleidys Salvanha / Angelo Krenus
45 anos / 29 anos
Diretora de Desenvolvimento Estratégico de Agências / Gerente de Vendas
GOOGLE
A regra no Google é: vista o que faz com que você se sinta à vontade. A diretora de desenvolvimento Gleidys Salvanha se preocupa com conforto, design e bom caimento na hora de escolher suas roupas. “Sempre penso se tenho ou não reunião naquele dia antes de me vestir”, diz ela. Gleidys não usa roupas sociais, mas procura respeitar os códigos de como se vestir de seus clientes. Nessas ocasiões, mistura alfaiataria com camisetas e sapatos do modelo inglês Oxford com meias coloridas. O gerente de vendas Angelo Krenus é fã da dobradinha jeans e camiseta. “A prova de que isso não é um problema é ver os donos da empresa vestidos da mesma forma”, diz. Sua única preocupação na hora de comprar uma peça é verificar em qual país ela foi fabricada. “Não compro de empresas que já se envolveram em processos por causa de condições de trabalho antiéticas. Na dúvida, prefiro confecções pequenas.”
Rafael Zanetti (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Rafael Zanetti
33 anos
Engenheiro de suporte
SAP LABS
Quem trabalha com Rafael Zanetti na SAP Labs não se surpreende ao descobrir que ele também é guitarrista de uma banda de rock. Sua paixão por música transparece na forma como se veste. Jeans e camisetas pretas são sua marca registrada. Já usou um estilo mais variado. Teve cabelo militar e usou calça boca de sino. A única fase em que foi obrigado a vestir-se com roupas sociais foi quando deu aulas de informática. Detestou. “Eu me sentia desconfortável o tempo todo. Hoje, no cargo que ocupo, não há restrição às roupas que uso.”
Márcio Estefan (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
  •  
Márcio Estefan
47 anos
Diretor comercial
de empresas
ALGAR TELECOM
Formado em engenharia eletrônica, Estefan não sabe o que é trabalhar sem terno e gravata, salvo nas sextas-feiras em que não há visita a clientes. Depois de 25 anos trabalhando em grandes empresas, Estefan tem intimidade com o mundo dos ternos. “Sou do tipo tradicional. Não me sentiria bem com roupas que chamassem a atenção.” Ele reúne em seu guarda-roupa peças à prova de erros. Os ternos de três botões podem ser nas cores marrom, marinho, preto ou cinza. As camisas são sempre brancas e feitas sob medida. “Quando bem ajustadas ao corpo, ajudam no caimento do terno”, diz. Sapato com terno tem de ter cadarço. Deixa para ousar nas gravatas. Tenho opções em vermelho,  amarelo e em outras cores claras. “Quando me visto para trabalhar, não represento desejos e vontades pessoais, represento a empresa”, diz ele.


fonte:http://epoca.globo.com/vida/vida-util/carreira/noticia/2014/09/labuta-com-bmuito-estilob.html

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