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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Prisma no pódio e Creta líder dos SUVs – Mais vendidos na 1ª quinzena de agosto

chevrolet-prisma-2018

Se nas duas primeiras colocações entre os automóveis mais vendidos na 1ª quinzena de agosto não houve novidade – o Chevrolet Onix (8.201) emplacou mais do que a soma dos dois rivais mais próximos, com o Hyundai HB20 (4.227) em segundo -, a surpresa foi a presença do Chevrolet Prisma (3.562) no pódio.


Quarto na parcial de julho, o Ford Ka (2.928) caiu para sexto, superado pelo VW Gol (3.202) e pelo Toyota Corolla (3.141) e com o Renault Sandero (2.853) no encalço. O Fiat Mobi (2.474), décimo na última lista, subiu duas posições, com o VW Voyage (1.973) repetindo presença entre os líderes.



Hyundai Creta Prestige 2.0


Além do Prisma, o outro destaque entre os primeiros colocados foi o Hyundai Creta (1.896), líder entre os SUVs/crossovers pela primeira vez – separados por apenas 60 unidades, Honda HR-V (1.776) e Jeep Compass (1.716) foram 12º e 13º, respectivamente.
Logo atrás do Jeep Renegade (1.664) e do VW Fox (1.653), o Fiat Argo (1.606), que havia sido 15º na parcial do mês passado, caiu uma posição e ficou sob ameaça do bom desempenho do Nissan Kicks (1.542), este com potencial para fechar o mês próximo de seu recorde de vendas.
POS.MODELOPARC. AGO. 17
CHEVROLET ONIX8.201
HYUNDAI HB204.227
CHEVROLET PRISMA3.562
VW GOL3.202
TOYOTA COROLLA3.141
FORD KA2.928
RENAULT SANDERO2.853
FIAT MOBI2.474
VW VOYAGE1.973
10ºHYUNDAI CRETA1.896
11ºTOYOTA ETIOS HATCH1.836
12ºHONDA HR-V1.776
13ºJEEP COMPASS1.716
14ºJEEP RENEGADE1.664
15ºVW FOX1.653
16ºFIAT ARGO1.606
17ºNISSAN KICKS1.542
18ºVW UP!1.469
19ºTOYOTA ETIOS SEDAN1.430
20ºFIAT UNO1.414

 

COMERCIAIS LEVES

Na disputa entre os comerciais leves, apenas 165 unidades separaram o primeiro do terceiro colocados. A Fiat voltou a emplacar as duas mais vendidas, com a Toro (2.228) à frente da Strada (2.130). A VW Saveiro, com 2.063 unidades, veio no encalço das duas.
Briga acirrada também pela quarta posição – a vantagem da Toyota Hilux sobre a Chevrolet S10 foi de apenas 42 unidades (1.364 x 1.322).A VW Amarok, com 532 unidades, se aproximou da Ford Ranger (652), sexta. Ausente do top 10, a Renault Duster Oroch foi novamente o destaque negativo.
POS.MODELOPARC. AGO. 17
FIAT TORO2.228
FIAT STRADA2.130
VW SAVEIRO2.063
TOYOTA HILUX1.364
CHEVROLET S101.322
FORD RANGER652
VW AMAROK532
CHEVROLET MONTANA487
FIAT FIORINO435
10ºMITSUBISHI L200379



Fonte: Fenabrave

Fotos: Divulgação e Arquivo CARPLACE / MOTOR1

Jornalista da TV Record Adriana Araújo revela que já sofreu assédio sexual de político em Brasília

Adriana Araújo, apresentadora do "Jornal da Record" (Foto: Reprodução/Record)

Apresentadora do “Jornal da Record”, Adriana Araújo revelou que sofreu assédio sexual enquanto trabalhava. Ela conta que ficou assustada, mas que decidiu não denunciar por temer ser julgada.


Em entrevista ao “Programa do Porchat” desta segunda-feira (07), a jornalista revelou o assédio que sofreu de um político brasileiro enquanto trabalhava em Brasília e relatou como tudo aconteceu. “Nunca falei publicamente sobre isso. Em 2005, no auge do mensalão, eu tinha feito ancoragem ao vivo a tarde inteira e depois eu tinha que fazer entrevistas para repercutir. Eu fui atrás do líder do governo, eu tava numa saleta esperando por ele, entrou uma liderança da base de menor patente, quando ele se viu sozinho comigo numa salinha pequena, me emparedou contra uma divisória, veio pra cima de mim tentando me beijar a força e dizendo palavras de cunho sexual grosseiras, violentas”, disse.
Adriana contou como saiu daquela situação: “Na hora eu fiquei tão assustada, mas ao mesmo tempo eu me senti com tanto medo que eu tinha que ter uma reação para sair daí, porque eu estava sozinha com ele, o cinegrafista não tinha chegado para gravar a entrevista com o líder, eu tava com microfone na mão, consegui colocar a mão no peito dele para empurrar e eu lembro exatamente as palavras que eu disse que foi minha salvação: ‘o seu partido está numa difícil demais hoje para o senhor se vê envolvido num escândalo de assédio sexual’. Olhei para ele muito brava, tremendo por dentro e falei: ‘nunca mais se aproxime de mim'”.
A apresentadora do “Jornal da Record” disse que, no mesmo dia, quanto terminou o trabalho, contou tudo para sua chefe em Brasília, que propôs ajudá-la a denunciar na polícia e na mídia, mas ela recusou. “Nesse momento não. Eu não queria naquele momento que era já tão difícil, um escândalo político tão grande. Eu temi também o julgamento, as pessoas dizem: ‘quer aparecer. Tá falando porque quer aparecer’. O preconceito não vem só dos homens, também vem das mulheres”, declarou.
Confira o relato de Adriana Araújo, na íntegra, no vídeo abaixo.

MC Guimê diz que foi tratado como 'animal' na adolescência e hoje sofre preconceito em Alphaville

MC Guimê
De gorro, tênis e calça de moletom, Guilherme Dantas, de 24 anos, desfila em sua Range Rover Evoque pelas ruas de Alphaville. "Senhor Guilherme", como é chamado pelos seguranças e porteiros, se sente à vontade e quase nunca é incomodado dentro do condomínio de luxo localizado na Grande São Paulo - conhecido reduto de celebridades que vivem em mansões que chegam a tomar um quarteirão inteiro e custar mais de R$ 20 milhões.
Fora de Alphaville, Guilherme vira MC Guimê e não consegue dar muitos passos sem ser abordado por um fã pedindo uma selfie. Em oito anos de carreira, o jovem já acumula mais de 16 milhões de seguidores em redes sociais e emplacou o hit País do Futebol como uma das músicas mais tocadas durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, além de virar tema de abertura de novela das 19h na TV Globo no mesmo ano.
Em entrevista à BBC Brasil em uma pracinha dentro do condomínio onde mora, o cantor de funk conta que já sofreu preconceito nesses dois "mundos" onde viveu, mas que se adaptou e hoje consegue se sentir bem em ambos - mesmo ainda sendo alvo de discriminação.
"Enfrentar preconceito, eu já enfrentei muito. Não só aqui no condomínio, mas já enfrentei preconceito em aviões, aeroportos e, como dizem, em lugares de rico", afirma Guimê, que pediu para que a entrevista não fosse feita em sua casa, pois a piscina estava em reforma.
Fã de Zé Ramalho e Djavan, o funkeiro também defende a legalização da maconha e disse que as letras de suas músicas, tidas por algumas pessoas como machistas, apenas visam a "exaltar" as mulheres.
Para ele, seus verdadeiros fãs estão nas periferias.
MC Guimê no Alphaville, onde moraDireito de imagemFELIPE SOUZA/ BBC BRASIL
Image caption"Eu já ouvi gente falar assim: 'Vou cantar funk e vou virar rico'. Piadinha tosca", diz MC Guimê
O funkeiro, que faz shows em casas noturnas onde ingressos chegam a custar mais de R$ 300, lembra-se de algumas situações nas quais sentiu um preconceito velado.
"Às vezes, eu vou num restaurante chique e percebo que a outra mesa não está te olhando com carinho. Está te olhando e pensando: 'O que esse cara está fazendo aí, cheio de tatuagem, novão. Eu estou com tantos anos de vida, trabalhei para estar aqui, sou dono de empresa e esse cara está aqui'. Você vê que esse preconceito rola", diz.
Com roupas de grife, correntes chamativas e bebidas caras, ele posa para fotos ao lado de astros do esporte, como o jogador de futebol Neymar e o surfista Gabriel Medina. O cantor é um dos nomes mais importantes do funk ostentação, que traz letras de uma vida de luxo e excessos.
Mas o MC conta que também era alvo de preconceito mesmo antes de iniciar sua carreira, há oito anos.
"Quando não estava bem e tinha 15 anos, me lembro diversas vezes de que entrei em ônibus, no centro de Osasco (onde morava) e em vários lugares onde não era tratado como ser humano", diz.
Fachada da casa do cantor MC Guimê, no Alphaville, em São PauloDireito de imagemFELIPE SOUZA/ BBC BRASIL
Image captionFachada da casa do cantor MC Guimê, no Alphaville, em São Paulo
Por outro lado, ressalva que muitas pessoas que o tratavam com desdém antes da fama, mudaram o tratamento nos últimos anos.
"Quando você está com uma roupa feia, numa má condição, pessoas te olham e te tratam como um animal, um inseto. E quando você está bem as pessoas te tratam como ser humano. E eu vi esses dois lados", diz o funkeiro.

Objetificação das mulheres

Em um momento em que há uma grande campanha contra atitudes machistas na internet, MC Guimê conta que já recebeu diversas críticas por "tratar mulheres como objeto" em suas músicas.
Em "Plaquê de 100", que acumula 75 milhões de visualizações no YouTube, ele canta: "Contando os plaquês de 100 dentro de um Citroën, nóis convida (sic) porque sabe que elas vêm".
O funkeiro rebate as críticas dizendo que sua intenção é a de elogiar as mulheres.
"(Essa) é uma visão muito fechada, porque a nossa ideia acaba sendo exaltar. Do mesmo jeito que a gente coloca que a gente tá tirando uma onda, que a festa está linda, que a nossa vida é linda, as mulheres estão do nosso lado. Nunca fui um cara de falar algo para desmerecer a mulher", diz.
Ele nega ser machista. "Eu nunca fui um cara assim. O cara que vai para a balada pode ter R$ 10 milhões no bolso, mas se ele não estiver com umas minas ao redor dele, não estará feliz. A nossa música fala sobre essa verdade".

Maconha

O funkeiro já disse algumas vezes que usa maconha, mas recentemente passou a evitar o assunto. Em entrevista à BBC Brasil, ele voltou a defender a legalização do uso da erva e compará-la com o cigarro e bebidas alcoólicas.
MC GuimêDireito de imagemISADORA BRANT/ BBC BRASIL
Image captionMC Guimê conta que já recebeu críticas por "tratar mulheres como objetos" em suas letras
"Para mim, maconha não é droga. Ela é remédio e em vários países é legalizada. Então, a pessoa lá fora está com câncer ou com algum problema de estômago que não permite que ela se alimente direito, ela usa maconha. O cigarro de maconha nunca pode ser mais droga do que um cigarro de tabaco", afirma.
Por outro lado, o músico considera "um absurdo" legalizar o consumo de substâncias como cocaína e ecstasy.
"Isso não tem nem porque legalizar. Só se os boyzão que estão lá no poder e que adoram mandar um 'tirinho' legalizar essa porra. Não pode nem pensar em liberar cocaína e outras drogas químicas, como 'bala', ecstasy, crack. Se você quer ver um resumo do que o crack faz com a pessoa, vai na cracolândia. Você acha que tem que legalizar aquela porra? Tá louco? Vai matar todo mundo".

Letras

Guimê diz usar palavrões em suas músicas "só em último caso".
"Quando eu comecei a cantar, eu era mais livre pra isso. Mas quando eu vi que minha responsabilidade era grande, que uma criança me ouve, que minha família quer me escutar, quer ter orgulho de mim, eu falei: 'Vamos tirar os palavrões'".
Por outro lado, ele diz que não pensar em mudar suas letras para transmitir uma mensagem mais politizada para o seu público da periferia.
"Não é porque eu tô falando do carrão que eu não vou mudar o país. É aí que a gente se engana porque falando do carrão, eu chego onde ninguém imaginava. Se eu fizer uma música falando de protesto não é o que vai vender. Se a gente for falar de protesto, protesto, protesto, vai vir vários outros aí falando uma pá de baboseira e tomar o lugar de quem tá em alta, que é nóis, a favela, a quebrada".
Ele diz considerar que, mais importante que escrever músicas de protesto, é gerar emprego.
"Nosso foco é chegar longe. Não é porque eu tô falando de festa que eu não estou ajudando o meu país, que eu estou ajudando a galera. Eu fiz vários outros MCs acreditarem, então eu estou ajudando de certa forma. Porque a galera que hoje vive do funk estrutura 20, 30 funcionários e todo mundo acaba trazendo retorno financeiro em casa. O funk de São Paulo é ostentação. É falar que o MC saiu da favela para ganhar dinheiro", diz Guimê.
"Não é porque eu vim de baixo que eu tenho que ficar embaixo. Olha onde eu cheguei, vai segurando."
fonte BBC Brasil

AO VIVO - TV Senado Votações

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AO VIVO - Vasco 0 x 0 Flamengo | Final do Estadual sub-20

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Jornal da BandNews FM - Com Ricardo Boechat - 16/08/2017

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Governo pretende baixar salário mínimo de 2018 e adiar reajuste para servidores

Meirelles anuncia mudança na meta fiscal - Foto: André Dusek/Estadão

Com a revisão das projeções econômicas para 2018, o governo reduziu o salário mínimo para o próximo ano. O valor de R$ 979 que consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) passará para R$ 969 durante a elaboração do Orçamento.


A queda aconteceu pela redução da projeção de inflação, que caiu de 4,5% para 4,2% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Por lei, até 2019, a remuneração mínima é definida com base no crescimento da economia de dois anos antes mais a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice próximo ao IPCA. Como o PIB recuou 3,6% em 2016, a variação negativa não se refletirá no salário mínimo de 2018.
Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o valor do mínimo pode mudar até o início do próximo ano. Segundo ele, o Orçamento trabalha apenas com estimativas. “O salário mínimo só será conhecido em janeiro. Até lá, várias coisas podem mudar”, declarou.

Salários de servidores

Oliveira, anunciou atambém que pretende adiar em 12 meses do reajuste para os servidores públicos do Executivo federal. Pelo acordado inicialmente, as categorias teriam aumento a partir de agosto deste ano ou janeiro do ano que vem. O congelamento do reajuste não atinge os militares. 

Pela postergação dos aumentos, o governo espera economizar R$ 5,1 bilhões em 2018. Os reajustes para o Executivo federal foram negociados em 2015, ainda durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Quando Michel Temer assumiu, em 2016, manteve os acordos. Para adiamento dos aumentos, é necessária aprovação do Congresso Nacional.
Além disso, Oliveira anunciou ainda uma redução dos salários iniciais de todas as categorias do serviço público, elevando o número de patamares na escala de progressão na carreira de 12 para 30 níveis.
“Em dez anos, isso trará uma redução acumulada de R$ 70 bilhões com despesas de pessoal”, afirmou o ministro. Ele informou também que o governo pretende fazer uma implantação efetiva do teto remuneratório do serviço público (atualmente em R$ 33,7 mil), o que, apenas no âmbito da União, proporcionará economia de R$ 725 milhões.

Além das mudanças no salário, ministro ainda anunciou que serão extintos 60 mil cargos do Executivo Federal. A medida não terá impacto econômico, já que esses postos estão desocupados. Mas, segundo Oliveira, “com isso, no futuro, evitamos a ampliação da despesa”, disse.
*Com informações da Agência Brasil


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Com segurança em crise, Rio tem 1 policial militar morto a cada 2 dias

Rio de Janeiro, Rj, BRASIL. 10/08/2017; Munique Gomes (32), mae de PM morto no Rio. Cresceu este ano o número de policiais militares mortos no estado. ( Foto: Ricardo Borges/Folhapress)

O cabo Silvio César da Silva, 39, andava desanimado nos últimos meses, ao assistir ao avanço do número de colegas mortos diante do colapso da segurança pública no Rio. Dizia "estar na fila".
Sua vez chegou na noite de quarta (9), quando saía da festa de aniversário de sua mulher, em Realengo, na zona oeste da capital fluminense. Ele estava no carro quando homens armados o abordaram e anunciaram o assalto. Quando descobriram que era um policial militar, atiraram.
Na estatística, ele foi o 94º policial militar a morrer no Estado do Rio de Janeiro neste ano, número que já saltou para 97 neste final de semana. Em menos de 24 horas, foram três PMs mortos, entre os quais uma cabo reconhecida como policial durante um assalto e um soldado baleado em um patrulhamento.
Em 2017, o Estado teve um PM morto a cada dois dias. O número inclui mortos em serviço (21), em folga (56) e aposentados (20), todos vítimas de ações violentas. Nesse ritmo, caminha em direção à assombrosa marca de 200 casos em um ano –o maior número foi atingido em 1994, quando morreram 227 policiais.

Clique na imagem e saiba as circunstâncias da morte de cada uma das 97 vítimas

Essa matança de PMs no Rio chama mais a atenção se comparada a dados paulistas. O Estado de São Paulo registrou 22 policiais militares mortos de folga ou em serviço no primeiro semestre deste ano, sendo que a PM paulista tem quase o dobro do efetivo do Rio –87 mil agentes, ante 45 mil– e mais que o dobro da população –45 milhões de habitantes, contra 17 milhões.
Já os homicídios após oposição a intervenção policial aumentaram 45% neste ano no Rio. Foram 551 mortes por policiais no primeiro semestre de 2017, ante 400 no mesmo período do ano passado.
No Rio, as causas das mortes de PMs são variadas. São alvejados em serviço, andam armados em folga e reagem a assaltos, são identificados como policiais, mesmo de folga ou já aposentados, e acabam assassinados em seguida.
A série da estatística policial, iniciada em 1994, mostra que nada disso é novidade. No ano em que houve menos mortes desde então, em 2011, foram 108 casos. No entanto, agora, todos os fatores que levam à morte de policiais foram exacerbados com a crise econômica que deixa um rombo de R$ 21 bilhões nos cofres fluminenses e uma série de servidores e pensionistas com vencimentos atrasados.
A quantidade de assassinatos explodiu em 2016, coincidindo com o mergulho do Rio em crise financeira de proporções inéditas –foi de 118, em 2015, para 147, em 2016.
Os dados de mortes em serviço são o retrato desse retrocesso –o número dessas mortes entre janeiro a junho estão em dois dígitos desde 2014, remontando aos primeiros anos deste século.
O risco da profissão já havia tornado comum entre eles algumas estratégias de sobrevivência, como evitar deixar a farda a vista em casa, para policiais que vivem em vizinhanças dominadas pelo tráfico. No entanto, com o recrudescimento da violência, esse medo se espalhou.

De folga56
Em serviço21
Inativos20

305 PMs ficaram feridos durante ações violentas neste ano

22 foi o total de PMs mortos em SP no 1º semestre, sendo que a corporação paulista tem o dobro do efetivo fluminense
106
50
100
150
200
213
1994
162
1995
137
1996
91
1997
102
1998
103
1999
118
2000
105
2001
119
2002
131
2003
113
2004
113
2005
124
2006
105
2007
90
2008
110
2009
107
2010
99
2011
100
2012
100
2013
95
2014
94
2015
106
2016

CRIMES EM ALTA
No Estado, homicídios e roubos em geral também estão em alta (veja quadros acima). PMs são vítimas frequentes de assalto e, por andarem armados, são mortos ao reagirem ou serem identificados. "O policial é policial 24 horas", diz Claudia Nascimento, 45, que perdeu o marido quando ele tentou impedir um assalto a uma outra pessoa.
"Existe essa cultura na formação do PM e na sociedade em geral. O policial é visto como um defensor da sociedade mesmo na folga. Se vê um assalto, vai tentar intervir, por achar que, se não fizer isso, estará cometendo desvio de função. Se ele for o assaltado, provavelmente vai reagir antes do que um cidadão comum, mesmo um armado", diz o coronel Ibis Pereira, que foi comandante interino da PM do Rio de Janeiro.
Foi o caso do marido de Munique Gomes, 32. Além de policial, ele era dono de um pequeno comércio. Um dia, dois homens tentaram assaltar o estabelecimento. Ele reagiu, um dos criminosos revidou, e ele acabou morto.
Muitos PMs costumam fazer os chamados bicos, trabalhando principalmente como seguranças privados, para complementar suas rendas.
Já o Regime Adicional de Serviço, que permite que policiais militares e civis trabalhem na folga para as próprias polícias, complementando a falta de efetivo, não é pago desde setembro do ano passado. Policiais também não receberam o 13º salário.
A política de segurança pública vem sendo desmontada pela crise. Não há recursos para contratar aprovados em concurso. A política de Unidades de Polícia Pacificadora ruiu –estudo da PM cita 13 confrontos em áreas com UPP em 2011, contra 1.555 em 2016.
Nesse vácuo, o número de confrontos entre grupos criminosos aumentou, o que, por sua vez, atrai a polícia e gera mais embates com traficantes mais bem armados.
Segundo o coronel Ibis, as mortes de PMs decorrem também da forma como a política de segurança é concebida.
As ações, diz, não estão voltadas às grandes apreensões de drogas, mas para o varejo, dentro das favelas, onde o tráfico tem grande poder de fogo. "Também há aqueles que atuam no crime, e morrem em decorrência de conflitos", diz o coronel.
Segundo o coronel Fabio Cajueiro, que coordenou uma análise de vitimização policial, há cerca de um ano a PM incluiu em seu treinamento um curso que dá instruções sobre como agir em folga.
O secretário de Segurança, Roberto Sá, disse, no enterro de um policial civil neste fim de semana, que acha que é preciso fazer mudanças na legislação para torná-la mais rígida, principalmente contra quem porta fuzis.
O Disque-Denúncia, ONG que dá apoio às políticas de segurança pública, faz neste ano campanha que oferece R$ 5.000 por informações que levem à prisão de pessoas que mataram policiais.

3.457
1.000
2.000
3.000
4.000
4.266
2003
3.851
2004
4.118
2005
3.866
2006
3.945
2007
3.745
2008
3.893
2009
3.162
2010
2.708
2011
2.422
2012
2.689
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3.457
2017

Com a presença de Neto, Chapecoense apresenta elenco para 2017

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