
Perseverança é a melhor palavra para descrever a trajetória de Robson Conceição nos Jogos Olímpicos. Um dos mais experientes da delegação brasileira no boxe, o baiano viveu desilusões nas participações em Pequim-2008 e Londres-2012. Nas duas edições caiu logo na estreia, sempre perdendo para um pugilista da casa.
Para a Olimpíada do Rio fez sua melhor preparação. Foi pódio nos Mundiais de 2013 e 2015 e ficou sempre entre os líderes do ranking mundial do peso leve. Aprendeu com os erros do passado, como não treinar com adversários da sua categoria antes da Olimpíada. No ringue do Riocentro, usou o favoritismo e a torcida a seu favor. Ganhou todas lutas por decisão unânime dos árbitros e não deu chance alguma para o francês Sofiane Oumiha na disputa pelo ouro.
A persistência e preparação valeram a pena e transformaram Robson Conceição no primeiro brasileiro campeão olímpico no boxe. Antes dele, o País só havia conquistado quatro medalhas em Olimpíadas: uma prata com Esquiva Falcão (Londres-2012) e três bronzes com Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo (também em 2012) e Servílio de Oliveira (Cidade do México-1968).
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