TORCIDA ORGANIZADA DO CORINTHIANS VAI PRO PAU: Se os 12 corintianos não forem libertados, vamos “quebrar tudo” e ir para o confronto com a polícia se preciso

Um ato pedindo a liberdade dos 12 corintianos presos em Oruro foi organizado pelas torcidas uniformizadas do clube antes da partida desta quarta-feira entre Corinthians e San José pela Libertadores. Um movimento inicialmente pacífico terminou com uma promessa nada tranquila. A ameaça feita na Praça Charles Miller por um membro da Gaviões é que caso os torcedores presos não sejam soltos até o dia 17 haverá uma manifestação na Avenida Paulista, em frente ao Consulado Boliviano. “A gente já é tachado de maloqueiro, então vamos quebrar tudo. Vamos para a Paulista de novo se até o dia 17 nossos irmãos não forem libertados. Se for preciso entrar em confronto com a polícia, vamos entrar. Mas ninguém entra e ninguém sai do consulado”.

“Não podemos aceitar a injustiça que estão passando. Eles não têm culpa. A justiça boliviana é muito lenta e não dá direito de defesa aos corintianos. É preciso fazer algo. Já são 50 dias e nada mudou”, disse Juan Ventura, que se apresentou como representante no Brasil da Associação dos Bolivianos no Exterior.
Durante o manifesto, Ricardo Cabral, advogado da Gaviões da Fiel e do menor H.A.M. que assumiu ter sido o autor do disparo que matou Kevin, entrou em contato via celular com um orelhão instalado dentro do presídio de Oruro. “Aê, irmãos. Vamos gritar os 90 minutos pelo Corinthians e pedir nossa liberdade. É difícil demais ficar longe do Pacaembu e do

Corinthians”, disse Tadeu Macedo de Andrade, tesoureiro da Gaviões, um dos 12 presos em Oruro. “Ô lê lê, o lá lá, Liberdade já. Liberdade já”, cantou Tadeu, pedindo que os torcedores repetissem o canto dentro do estádio. “Quero vocês gritando os 90 minutos pelo Corinthians e por nós”.
A esposa de Tadeu, Paola Andrade, estava na manifestação. Segundo ela, a Gaviões da Fiel contratou um escritório de advocacia para defender os presos em Oruro. Sergio Marques, da Maristela Basso Advogados, foi a Oruro para acompanhar o caso. A reconstituição do crime, que havia sido marcada para a última segunda-feira, dia 8, foi adiada para o dia 15.
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