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Entrevista: Vice governador de (SP), "montadoras tem que preservar trabalhador"



Poderosa, a cadeia automotiva no Brasil precisa aprender a conviver na crise sem fazer com que o metalúrgico pague o preço. A avaliação é do vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que também é secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de acumular a presidência estadual do PSB. Em entrevista exclusiva ao Diário, ele acredita que o maior problema do governo Dilma Rousseff (PT) seja a crise política, que emperra solução para a atual situação econômica.
Como o sr. vê o atual cenário econômico do Brasil e qual a perspectiva para o próximo ano?
Quem olhar de forma desavisada, pode imaginar algo muito consistente, mas percebo que isso me parece mais uma confusão produzida pela política do que pela Economia. Embora tenhamos problemas econômicos graves, se houvesse uma pessoa no lugar certo, certamente essa lógica poderia ser corrigida. Economia e política são assuntos ligados à expectativa. Quando se cria expectativa negativa para a Economia, ela arrasta a realidade, assim como a política. A presidente Dilma Rousseff (PT) era partner de um show cujo mágico está ausente. Quando a colocaram para fazer a mesma mágica, não deu certo. Ela não sabe colocar o coelho dentro da cartola. Dilma ouve muito pouco e tem muitas dificuldades. E, na reeleição, ela produziu falas que todo mundo sabia que não seriam concretizadas e, com isso, cria-se uma frustração. Se fosse só a crise da Economia, ela seria grave, mas curta. O problema todo é a sensação de que ninguém tem mais paciência para aguentar mais três anos e meio de mandato da presidente. Se ela ajusta duas os três peças no governo, resolve esse problema. Eu até sugeri que ela colocasse Aldo Rebelo (PCdoB, atual ministro da Ciência e Teconologia) na articulação política, mas ela não ouve ninguém.O vice-presidente Michel Temer (PMDB) não seria um bom nome para a função, como fez por um tempo?
Não acho a pessoa certa. O Michel é um craque e tem seus méritos, mas um vice-presidente começa a fazer essa função já logo se pressupõe que ele quer fazer a função dela. A presença dele cria, ao mesmo tempo, estabilidade e instabilidade. A vice precisa ser discreta.
Como o sr. vê esse constante clima de impeachment que se instalou no País nos últimos tempos?
É péssima essa sensação de que toda semana pode acontecer o impeachment. Para mim, o prazo de validade disso é novembro. Depois já começa o clima de Natal, aí vem Carnaval, Olimpíada e eleição municipal. A discussão da sucessão dela começa depois da disputa municipal no ano que vem. Não vejo como arrastar esse clima de impeachment por quatro anos. Não acho que ela seja o (Fernando) Collor (PTB, ex-presidente). Não podemos vulgarizar o instituto do impeachment. Ele é inversão constitucional do artigo de que todo poder emana do povo. Ela foi eleita. Com os fatos atuais, não vejo elementos para impeachment. Esse é o ônus da democracia. Você votou errado, conserta na próxima eleição.
Para o sr., ela mentiu na campanha eleitoral?
Ela mentiu, sim, na campanha. Mas não existe impeachment para quem mente em campanha. O Eduardo Campos (ex-governador de Pernambuco, morto em 2014) já dizia que ela iria derreter as conquistas do Brasil.
Como São Paulo se situa nesse cenário de instabilidade econômica?
Desde que Rodrigues Alves saiu da Presidência, em 1906, o Brasil não elege um presidente paulista. Elegeu vários com vida política em São Paulo, como Lula, Fernando Henrique e Jânio Quadros, mas não nascido no Estado. Nesse período, São Paulo teve enormes avanços. Se o Estado fosse separado do Brasil, seria um dos 20 maiores países. Mas também foi muito ajudado, porque vende para outros Estados sem pagar tarifas. O Estado investiu em ações instucionais que outros não fizeram. Esse jeito mais reto de governo, sem solvancos, precisa ser copiado no Brasil. São Paulo terminou o ano com superavit e outros Estados, não. Veja a Região Sul, onde os Estados estão todos quebrados.
Como o sr. enxerga o alto índice de desemprego no País, principalmente no setor automotivo, afetando diretamente o Grande ABC?
É grave sim, mas eu acho que está na hora de as montadoras fazerem suas prestações de contas para o Brasil. Por exemplo, por que não produzir mais peças no Brasil? Ainda tem muita peça montada fora. Normalmente, estruturas muito subsidiadas relaxam na tecnologia, na pesquisa, inovação. Por qual razão a indústria automobilística não evoluiu como a agricultura no Brasil, por exemplo? Porque ela não foi provocada.
O que o sr. está dizendo é que o histórico de benefícios fez com que a indústria automobilística se acostumasse com isso e, agora, no momento de crise, transfere a conta para o trabalhador?
É exatamente isso. É uma cadeia poderosa. E como ela é muito comprida, precisava de incentivos em alguns momentos. Mas faltou conviver com dificuldades sem descontar o preço no metalúrgico. Algumas conseguem, propondo acordos. Além disso, automóvel no Brasil é muito caro. Não existe cadeia tão influente no Brasil como a automotiva, até antes do Lula. Depois do governo Lula, mais ainda.
O governo, então, é uma espécie de refém do setor automotivo?
Refém é uma palavra muito forte, mas o governo é um parceiro privilegiado do setor. Jogou as cartas junto. Deu subsídios desonestos, do ponto de vista dos municípios e Estados, sem conversar com prefeitos e governadores. Subsidiar algo sem pedir autorização para os outros donos é como se eu, em uma sociedade, fizesse doação a uma entidade sem falar com meus sócios. A arrecadação vinda dos impostos é dividida em três pedaços: para União, Estados e municípios. A União abre mão dos impostos e não fala com os outros dois pedaços. Isso é distorcido. O recurso deveria ser mais descentralizado, mas precisa ter coragem para fazer isso.
Como o sr. enxergou a entrega do Orçamento da União com deficit?
A presidente, neste caso, está sendo sincera. Ou ela apresenta com deficit ou apresenta um novo tributo ou determina o corte de despesas.
E a discussão em torno da reimplantação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)?
Sem que o governo dê demonstração cabal de que vai fazer redução de despesas, não dá para falar em novo imposto. Precisa fazer suas reduções, que ele não faz. A essência não é essa questão demagógica de reduzir ministérios. Por exemplo, há 10 mil funcionários tomando conta de convênios em Brasília. Com uma canetada, ela acaba com isso. Para que precisa dessa modelagem de repassar recursos por meio de convênio? A estrutura para fiscalizar fica maior do que a estrutura para fazer.
O sr. falou que falta gestor ao governo da presidente. Um ano depois da morte de Eduardo Campos, o sr. entende que ele poderia ter feito esse papel?
O Eduardo era um Neymar. Ele conciliava duas características importantes: a de gestor e a de político. Se ele estivesse vivo e não tivesse vencido a eleição, certamente seria a pessoa para intermediar essas relações. Hoje a única pessoa que cumpre essa tarefa é o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Um grande líder como o Eduardo faz muita falta, mas a espinha dorsal do partido ficou. No Grande ABC, por exemplo, tenho certeza que viremos fortes no ano que vem. Quem irá sofrer muito será o PT, que está constrangido, e seus aliados.
O sr. entende que Geraldo Alckmin é o nome da oposição para disputar a Presidência da República?
Ele é o mais preparado. A decisão não é minha, é do PSDB. Geraldo tem provado isso. Ele nunca falou que quer ser candidato, mas a gente supõe. Ele perdeu do Lula no auge (em 2006). Se depender de mim e ele for o nome, o PSB estará com ele.
O caminho natural é o sr. disputar o governo do Estado em 2018?
O sonho de todo mundo é de crescer na política. Essa questão de candidatura tem uma fila. E quem dá o tom da fila é quem está na frente, que é o governador. Essa decisão partirá dele.

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