ANUNCIE SEU PRODUTO - e-mail net4eduardo@gmail.com - Apoio crescente ao general Mourão aumenta tensão nos quartéis - ANUNCIE SEU PRODUTO - email net4eduardo@gmail.com - Após zerar testes de colisão, Onix terá reforços estruturais - Minístro da Fazenda Henrique Meirelles é hostilizado em Nova York, assista

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ex-ministro Geddel chora em audiência ao saber que continuará preso

Geddel Vieira Lima durante audiência de custódia na Justiça Federal
O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, decidiu manter nesta quinta-feira (6) a prisão preventiva do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso na última segunda (3) em Salvador. Desde esta quarta-feira 5), ele está no presídio da Papuda, em Brasília.
A decisão de manter a prisão preventiva foi tomada durante audiência de custódia com a presença do próprio Geddel e do advogado. O ex-ministro chorou ao final da audiência. Com a decisão, não há prazo para a saída de Geddel da prisão, mas o juiz Vallisney Oliveira deverá voltar a analisar o pedido na semana que vem.
O magistrado também negou a aplicação de medidas alternativas, como prisão domiciliar, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados.
Um dos aliados mais próximos do presidente Michel Temer e responsável pela articulação política do Palácio do Planalto até o fim do ano passado, Geddel foi preso por suspeita de atrapalhar investigações da Operação Cui Bono, que apura supostas fraudes na liberação de crédito da Caixa Econômica Federal – Funaro iniciou negociações com o MP para delação.
Ao pedir a prisão, o Ministério Público Federal argumentou que Geddel pressionou a mulher de Lúcio Funaro, preso em Curitiba, a fim de evitar uma delação premiada do doleiro, preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.
Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, no governo Dilma Rousseff. De acordo com as investigações, manteve a influência sobre a instituição desde que Temer assumiu a Presidência em maio de 2016.
CHORO
Durante a audiência de custódia, que durou cerca de uma hora e meia, Geddel falou mais no início, para negar que tenha telefonado para a mulher do doleiro Lúcio Funaro com intuito de evitar que ele fizesse delação premiada, como suspeita o Ministério Público.
“Tenho a crença inabalável, convicção, de que em nenhum momento tomei nenhuma atitude que pudesse ser de longe interpretada como embaraço à Justiça ou às investigações, muito ao reverso”, afirmou.
Pouco depois, com a voz já embargada, disse que cumpriria quaisquer medidas restritivas que lhe fosssem impostas em substituição à prisão.
“Me comprometo a cumprir ipis literis e não tomar nenhum passo que possa me levar ao imenso constrangimento que estou vivendo do ponto de vista pessoal e moral. Com toda a convicção, creia nisso”, disse.
Ele também se emocionou, com a voz alterada, quando o procurador Anselmo Lopres, do Ministério Público, lhe perguntou se em algum momento pressionou alguém para que deixasse de fizer algo do interesse da Justiça.
“Nenhum instante. Repudio da forma mais veemente possível. Em nenhum momento. É algo que é impossível alguém consiga provar, demonstrar, em nenhum momento, em nenhum instante, em nenhuma circunstância, de nenhuma forma, posso lhe assegurar olhando nos olhos do senhor”, afirmou, fungando.
O abatimento foi maior ao final da sessão, quando Vallisney de Oliveira disse que “infelizmente” não poderia atender neste momento ao pedido de liberdade.
Cabisbaixo, Geddel permaneceu quase calado e somente cochichando com seu advogado, que tentava, sem sucesso, trocar a prisão por restrições como prisão domiciliar, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros advogados e entrega de passaporte.
CONVERSAS COM A MULHER DE FUNARO
Durante a audiência, Geddel confirmou ter falado por telefone com a mulher do doleiro Lúcio Funaro, Raquel Pitta, pelo menos 10 vezes no último ano.
Uma das alegações do Ministério Público para a prisão de Geddel é que ele tentava impedir uma delação de Funaro, também investigado por suspeita de envolvimento nos desvios da Caixa. Geddel disse, no entanto, que tratava com Raquel Pitta somente de assuntos de família.
“Em nenhum momento, fala de pressão, de sondagem sequer”, disse, negando que tinha interesse em saber se o doleiro iria fazer delação premiada.
O juiz determinou que a polícia ouça em depoimento a mulher de Funaro e faça perícia no celular dela para saber se houve algum tipo de pressão para evitar a delação do doleiro e também para verificar se Geddel realmente ligou para ela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Com a presença de Neto, Chapecoense apresenta elenco para 2017

POSTAGEM EM DESTAQUE

Falso médico atende por dois meses na Santa Casa de Jacareí, SP

AS MAIS VISTAS

Seguidores

COMPARTILHAR POSTAGENS