Hoje jogamos uma pedra de cal no argumento do Mizael que ele estava naquele horário (o do crime) no Hospital Geral com uma prostituta
Alexandre de Sá Dominguesassistente de acusação
De acordo com o relato de Tolezani, o celular de Mizael durante todo o dia acionou antenas próximas ao local de onde ele se localizava e, à noite, no horário do crime, passou a acessar antenas distantes do local onde ele afirmava estar presente.
Durante o depoimento do engenheiro em vários momentos houve discussões acaloradas entre a promotoria e a defesa do réu, com a defesa sempre argumentando há margem para erro no estudo.
Algas
O biólogo Carlos Eduardo de Mattos Bicudo afirmou que as algas encontradas no calçado do réu são compatíveis com as existentes na represa de Nazaré Paulista, local onde a ex-namorada do acusado, Mércia Nakashima, foi encontrada morta.
O biólogo Carlos Eduardo de Mattos Bicudo afirmou que as algas encontradas no calçado do réu são compatíveis com as existentes na represa de Nazaré Paulista, local onde a ex-namorada do acusado, Mércia Nakashima, foi encontrada morta.
Samir Haddad Junior, assistente de defesa, perguntou ao biólogo se ele poderia afirmar que ao empurrar o carro da vítima Mizael atolou o pé na margem da represa. A resposta foi: "é a grande possibilidade".
O biólogo contradisse uma análise feita pelo físico Osvaldo Negrini Neto, dizendo que ele não teria autoridade para refutar o seu relatório. "É um relatório bem escrito, mas conteúdo científico biológico não tem", disse ele. Negrini Neto deverá ser ouvido nesta terça-feira, como testemunha da defesa.
Irmão de Mércia
O irmão da advogada Mércia Nakashima disse nesta segunda-feira que sempre teve esperanças de encontrá-la viva e que, até localizar seu corpo em uma represa de Nazaré Paulista (interior de SP), acreditava que ela tinha sido vítima de um sequestro. "Tinha certeza que ia encontrar a minha irmã viva", afirmou, em um depoimento bastante emocionado, que já dura mais de uma hora.
O irmão da advogada Mércia Nakashima disse nesta segunda-feira que sempre teve esperanças de encontrá-la viva e que, até localizar seu corpo em uma represa de Nazaré Paulista (interior de SP), acreditava que ela tinha sido vítima de um sequestro. "Tinha certeza que ia encontrar a minha irmã viva", afirmou, em um depoimento bastante emocionado, que já dura mais de uma hora.
Tinha certeza que ia encontrar a minha irmã viva
Márcio Nakashimairmão da vítima
Ex-namorado de Mércia, o policial militar reformado e advogado sempre negou a acusação e, no início do julgamento, chegou a chorar ao ouvir o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano dar início aos trabalhos. Primeira testemunha a depor, Márcio pediu para ser ouvido sem a presença de Mizael, que foi retirado do plenário, a contragosto - ele insistiu para ficar, mas teve seu pedido rejeitado pelo juiz.
Questionado pelo promotor Rodrigo Merli, responsável pela acusação, sobre como foram as buscas por Mércia durante os 19 dias em que ela ficou desaparecida, o irmão da vítima disse que chegou a procurar Mizael para pedir ajuda, mas que ele se recusou a auxiliar a família nas buscas.
Um bate-boca entre o irmão da advogada e o advogado Ivon Ribeiro, um dos três defensores do acusado de ser autor do crime, chegou a interrompar a transmissão ao vivo do júri sobre o caso, no início da tarde desta segunda-feira. Márcio e Ribeiro trocaram várias acusações durante o depoimento da testemunha, que acusou o defensor de ameaçá-lo e de manchar a "honra" de sua irmã, o que fez com que o juiz Leandro Bittencourt Cano interrompesse temporariamente a transmissão do júri.
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