
Grazi Massafera, Igor Rickili e Henri Castelli em “Flor do Caribe” (Foto: TV Globo)

As primeiras referências são de ambientação. “Flor do Caribe” remete às ensolaradas “Tropicaliente” (1994) e “Como Uma Onda” (2004-2005). O vilão que deseja a mulher do próximo esteve presente em toda a obra de Negrão. Mais particularmente, Alberto Albuquerque de “Flor do Caribe” (Igor Rickili) lembra Victor Velasquez de “Tropicaliente” (Selton Mello): o playboy mimado, com problemas psicológicos, que tem uma paixão doentia pela caiçara brejeira – Açucena (Carolina Dieckmann) em “Tropicaliente”, Ester (Grazi Massafera) em “Flor do Caribe”.

O gancho final foi o melhor e dá a tônica da novela: Alberto fará qualquer coisa para impedir a felicidade do casal protagonista. “Flor do Caribe” já disse a que veio. Já conhecemos essa história. A embalagem é que é diferente. Como não poderia deixar de ser, a fotografia “cinematográfica” valoriza ainda mais as belezas naturais do Rio Grande Norte explorado na novela. Uma embalagem que diferencia “Flor do Caribe” das outras obras de Negrão. A história é mais do mesmo? Talvez não. É aguardar para ver.
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