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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Vera Lúcia, pré-candidata pelo PSTU, quer desapropriar 100 empresas e quer uma revolução socoalista

A sindicalista Vera Lúcia, pré-candidata à Presidência pelo PSTU, durante entrevista para a TV Folha


O modelo que mais se aproxima do socialismo que nós defendemos foi a Revolução Russa nos seus primeiros cinco anos. Não é o da ex-União Soviética.

A ex-operária Vera Lúcia Salgado, 50, pré-candidata à Presidência pelo PSTU, diz que, se eleita, desapropriaria cerca de cem empresas e que a Venezuela não serve de modelo. "É um Estado capitalista", disse à TV Folha.
Ela prega a revolução operária e afirma que o modelo mais próximo do ideal seria o dos cinco primeiros anos após a Revolução Russa, em 1917.
REVOLUÇÃO
O Brasil precisa de uma revolução socialista. Que tenha como tarefa central organizar a classe trabalhadora.
No Brasil, cem grandes empresários são detentores de 70% da riqueza produzida. É para expropriar? É. Não estamos falando dos pequenos e médios empresários, mas das multinacionais, dos bancos.
Para que tudo isso fosse colocado para o atendimento das necessidades do conjunto da população. Hoje é como se toda a riqueza produzida se voltasse contra os trabalhadores.
GOVERNO LULA
O governo Lula não mudou essa lógica. E quem ganhou foram os bancos, as grandes empresas. O próprio Lula não se cansa de dizer que nenhum banqueiro podia reclamar de seu governo. Aos trabalhadores só foram dadas pequenas concessões, como o Bolsa Família. Não se pode dizer que a vida das pessoas melhora dando a elas R$ 200 ou R$ 300. Isso é o congelamento da miséria.
Houve também concessões na área do crédito, que acabaram endividando os trabalhadores e aposentados. Com isso a economia foi aquecida, mas quem lucrou? Os bancos e a grande indústria.
Lula fez a sua experiência dentro dos marcos do sistema capitalista. Deu no que deu. Toda sua proposta não resolveu os problemas dos pobres.
VENEZUELA
Não é modelo. É um Estado capitalista e tem uma economia capitalista voltada para a exportação de petróleo. E importação de quase tudo para o consumo interno. Esse processo chamado pelo governo de lá de socialismo do século 21 é pura retórica.
A estatização que ocorreu na Venezuela inclusive foi "meia-boca". O modelo que mais se aproxima do socialismo que nós defendemos foi a Revolução Russa nos seus primeiros cinco anos. Não é o da ex-União Soviética.
ELEIÇÕES
Nossa campanha vai ser pobre, como sempre foi, pedindo contribuição para os trabalhadores. Não temos condição de fazer uma campanha grandiosa, aí a gente vai e faz do jeito que pode.
As eleições se dão num esquema fraudulento, antidemocrático. Nós, do PSTU, utilizamos esse espaço para falar das nossas ideias, e é legítimo que nós, enquanto partido, façamos isso.
O PSTU não é um partido eleitoral, é um partido que se organiza e organiza os trabalhadores independentemente disso, mas, no período da campanha, nós temos uma visibilidade maior.
Apesar de muita gente não querer, a gente existe e é um fato. A classe dominante é organizada. Se queremos derrubar os de cima, nós, que somos aqui de baixo, precisamos nos organizar também.

fonte; Folha de São Paulo

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