Pular para o conteúdo principal

Como a JBS pretende atrair consumidores mais jovens, os chamados millenials

rural-135
Reino carnívoro: carcaças bovinas da unidade de abate do JBS no Texas
No escritório central da JBS nos Estados Unidos, em Greeley, no Colorado, os sotaques “entregam” não só as atividades das pessoas, mas também o andar em que trabalham no prédio. No primeiro andar, a fala arrastada típica do Texas e de boa parte do Sul dos EUA domina, já que os executivos pertencem ao comando da Pilgrim’s Pride. A companhia de frango estava sediada anteriormente na pequena Pittsburg, Texas, antes de ser adquirida pela JBS e ter o seu quartel-general transferido para o Colorado. No segundo andar, é o sotaque do Meio-Oeste que indica estarmos em terra de executivos ligados ao negócio bovino e suíno, afinal, estados como Colorado, Nebraska, Iowa e Kentucky formam o epicentro da criação de gado e leitões. No terceiro e último andar está o comando da JBS USA, que administra todas as operações da empresa brasileira nos EUA, Canadá, México e Austrália. Então, é mais fácil se encontrar uma mistura maior de jeitos de falar. Há um pouco de inglês australiano, neozelandês e o sotaque nada nativo dos brasileiros, os verdadeiros donos das operações. Ouvir português também não é raro no local, que era a sede central da americana Swift, até 2007, quando foi comprada pela empresa administrada pelos irmãos Batista.

Atualmente, sob a liderança de Wesley Batista, presidente mundial da JBS, e de André Nogueira, presidente da JBS USA, o pessoal do terceiro andar está planejando mudanças nos negócios, baseadas em produtos mais prontos e de olho nos consumidores mais jovens. Isso pode afetar a forma como os produtores de animais para abate trabalham em diversas partes do mundo. Inclusive, pode incentivar produtores brasileiros a buscarem formas diferentes de criação. Afinal, trata-se da segunda maior empresa de alimentos do globo, atrás apenas da suíça Nestlé, com faturamento de R$ 163 bilhões, em 2015. “Estamos nos estruturando para uma grande mudança da indústria”, diz Nogueira. Entre os principais agentes transformadores, está uma mudança geracional e a necessidade de acompanhar os hábitos de consumo da geração millenial, formada por pessoas na faixa etária entre 16 e 36 anos. Ela é a mais numerosa da história, com 82 milhões de consumidores apenas nos EUA, tem grande poder de compra e gostos alimentares bem diferentes da geração baby boomer, de pessoas nascidas no pós-guerra.

NO COMANDO: Wesley Batista lidera a segunda maior empresa de alimentos do mundo com receita de R$ 163 bilhões

Isso fez aparecer, nos EUA, até quem compre carne pela internet, uma tendência que exige o fortalecimento de marcas de carnes, como as que a JBS têm desenvolvido, e uma garantia de qualidade. Se isso cria um desafio para grandes empresas produtoras de proteína, por outro lado, a nova geração está disposta a pagar bem mais por uma carne de qualidade e que chegue pronta para o consumo. Uma característica dos millenials é o menor conhecimento sobre preparo de comida em relação aos seus pais. Para eles, a conveniência vem à frente de tudo. Também não consideram a proteína como o centro do prato, o que é o comum aos boomers. “Eles preferem a carne como um ingrediente”, diz Michael Swanson, diretor de produtos de valor agregado da linha de suínos da JBS USA. “Também são mais aventureiros em sabores.” Isso permitirá à JBS vender mais produtos preparados, como as carnes em bandejas com vegetais e temperos diferentes, itens de maior rentabilidade do que os tradicionais cortes bovinos. Para atender a essa demanda, a empresa adquiriu, nos últimos dois anos, duas fábricas nos EUA, uma na Califórnia e outra na Carolina do Norte.

NOVA ORDEM: para André Nogueira, presidente da JBS USA, é importante acompanhar os hábitos do consumidor
Parte dessa nova estratégia também está em buscar fornecedores de animais que são criados com cuidados diferentes. Há uma crescente demanda por carne de animais que se alimentam apenas de insumos naturais, sem hormônios, ou de bois que comem apenas grama e capim. “A carne sem hormônio e antibióticos produzida nos EUA pode ser um diferencial à JBS em relação ao aumento das preocupações com comidas mais saudáveis nos últimos anos”, defenderam os analistas Luciana Carvalho e Victor Penna, do BB Investimentos, em relatório de novembro do ano passado. Em frango, por exemplo, a indústria não estava acostumada a produzir sem antibióticos. Mas algumas grandes redes de varejo que são clientes-chave da JBS já pedem esse tipo de produto. “Acredito que 25% da nossa produção serão livres de antibióticos já em 2018”, diz Bill Lovette, CEO da Pilgrim’s Pride.

Novidade: o frigorífico da JBS no Texas, nos Estados Unidos, é uma das unidades que devem se preparar para a demanda da geração millenial

A mudança de demanda no varejo tem impacto em toda a cadeia. “O desafio está em como alinhar o suprimento”, diz Chris Jensen, chefe de vendas e marketing de carne bovina da JBS USA. No Brasil como nos Estados Unidos, existe uma maneira principal de criar gado, apesar de cada país ter uma forma própria. Lá, dentre os produtores da JBS, o comum é o bovino passar um ano e meio pastando e, depois, seis meses confinado, se alimentando de grãos, no chamado período de terminação. Nessa fase, ele ganha massa e chega a dobrar de tamanho. No fim do processo, quando é vendido para um grande frigorífico como o JBS, o resultado é um boi bastante grande e de peso uniforme. Cerca de metade da carne comprada pelos supermercados é moída, afinal, a América é o país dos hambúrgueres. No Brasil, a alimentação bovina é quase que exclusiva de grama e capim. No máximo, os bois passam dois meses confinados, apenas para a carne ganhar gordura e o marmoreio – a relação entre a gordura intramuscular e a carne – necessário para os cortes que são sucesso no gosto nacional, como a picanha. O resultado é, nos EUA, uma carne mais gordurosa, que pode ser exportada para o mercado japonês. Já a carne brasileira é mais magra, o que atrai o gosto do Oriente Médio.


Mas o futuro pode pertencer aos produtores mais flexíveis. Nesse contexto, a Austrália, que joga nos dois mundos, está à frente. “Eles produzem carne gorda e magra, além de atenderem a regras sanitárias globais e contarem com relações comerciais que permitem à sua produção acessar qualquer mercado do mundo”, diz Nogueira, presidente da JBS USA. “A Austrália possui boi que só come grama, que só come grãos ou criado sem hormônio. É só o cliente pedir, que eles mudam o mix.” Para o executivo, a tendência é que o pecuarista americano também flexibilize a produção, como manda o cliente.

Carne pronta: cortes já temperados ou com legumes em sua bandeja são as opções para o público que não quer se preocupar em preparar o alimento

Comentários

ᘉOTÍᑕIᗩS ᗰᗩIS ᐯISTᗩS

AO VIVO - Tv Junina - São João de Campina Grande - 24/06/2018

fonte: youtube

Atraso de 4h para show do Capital Inicial, homem é agredido por seguranças por solicitar o reembolso do valor pago

André Panico gravou vídeo após agressão em show neste sábado (10) Reprodução/ André Panico/  Facebook   Após mais de quatro horas de atraso para o início do show do Capital Inicial, neste sábado (10), no Luso Brasileiro, em São José dos Campos, um homem foi agredido, segundo ele, por seguranças após solicitar o reembolso do valor pago para assistir ao espetáculo. Ele postou um vídeo no Facebook falando sobre a agressão. Além da vítima, muitos fãs da banda postaram na página oficial do evento no Facebook muitas reclamações sobre o tempo de espera para o início do show. Segundo as postagens, a banda estava prevista para subir ao palco por volta das 22h, mas só foi se apresentar após quatro horas de espera do público. Um internauta disse que deixou o local  do show às 1h40 da madrugada. "Um show cuja abertura dos portões se deu às 22h e era previsto pra meia noite, e sperar por 4h, em pé, depois de ter levantado às 7h30 e trabalhado o dia inteiro e ir pra casa s...

Defeitos: Perda de potência nos motores da Hilux e SW4

Alaor: perda de potência e troca de turbina duas vezes (Marcelo Curia) Hilux e SW4 fabricadas de 2006 a 2013 apresentam carbonização no motor. Toyota já emitiu à sua rede dois boletins para tentar sanar o problema A picape Toyota Hilux e sua versão SUV, a SW4, são reconhecidas pelo público pela fama de serem quase indestrutíveis. Mas nem isso impediu que os dois modelos apresentassem um problema de carbonização nos seus motores a diesel produzidos entre 2006 e 2013. E o fato já é bem conhecido pela Toyota, que chegou a distribuir para sua rede de concessionárias dois boletins de serviço. O primeiro, intitulado BS019/09 e emitido em 14 de abril de 2009, para Hilux e SW4, fala sobre a excessiva “emissão de fumaça preta devido ao mau funcionamento da Válvula EGR”, que pode ficar travada. O segundo boletim chama-se BS060/09, de 28 de outubro de 2009, por conta da “cavitação do acento dos injetores”. Segundo esse do­cumento, a falha provoca perda de potência, marcha lenta ir...

Latino pode ser preso a qualquer momento por não pagar pensão

O cantor Latino pode ser preso a qualquer momento. A informação é do jornal Extra deste sábado (20).   A Justiça de Minas Gerais já expediu um mandado de prisão contra o cantor devido ao atraso de pensão feita pela cabeleireira Neusimar Cosendei, mãe de Ana Júlia, de 6 anos.    Na última quinta-feira (18), também  venceu o prazo para o cantor pagar três parcelas atrasadas  da pensão do seu filho Matheus, de 2 anos.     De acordo com o jornal, a Justiça deu autorização para a polícia buscar e prender o cantor até que o mesmo efetue o pagamento estipulado. Latino não é considerado foragido pois o ofício ainda não foi entregue a nenhuma delegacia.   No começo desta semana, Latino retirou sua agenda de shows de seu site oficial para que ele não seja encontrado facilmente. "Até agora, não entrou nada. Mas ninguém conseguiu encontrá-lo. Ele está fugindo", acusou Jaqueline Blandy, mãe do caçula, em entrevista ao jornal...

Mundo rural: Ferimentos em cavalos, como evitar que eles piorem os machucados

Há algum produto, ou tratamento, que impeça as mordidas constantes do meu cavalo em um ferimento na parte da frente da canela traseira dele, devido a um acidente com arame liso? O machucado já até aumentou de tamanho, por isso faço curativos para ele pastar e beber água e, à noite, deixo-o amarrado com cabo curto. Marcos Sextito, por email Ao manter a área da ferida limpa com o animal em bom estado de saúde, a cicatrização deve ocorrer normalmente, pois não houve complicação com contaminantes (bactérias e fungos). Contudo, a coceira, que faz com que o cavalo morda o ferimento, ocorre sobretudo quando há alguma contaminação. É importante ter muito cuidado com tétano, principalmente se o animal nunca foi vacinado. Por isso, a dica é lavar a região do machucado com sabão neutro e passar uma solução de clorexidine, ou algum produto que contenha antibióticos. Enfaixe o local e repita o procedimento uma ou duas vezes ao dia. O uso de corticoide também pode diminuir a coceira, mas tem ...

O Antagonista: A morte de Teori é o fim da Lava Jato?

Claudio Dantas comenta a articulação política para a substituição de Teori Zavascki e as causas - ainda inexplicáveis - do acidente. fonte: youtube

Restaurante Leite na Pista tem teto arrancado por vendaval que atingiu Tremembé SP

Um restaurante que fica às margens da rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, em  Tremembé , foi destelhado pela força da chuva e dos ventos que atingiram a região, na tarde desta segunda-feira (2). No Vale do Paraíba, os ventos chegaram a 77 km/h. O restaurante atingido é o 'Leite na Pista',   que fica no km 10 da rodovia, no lado sentido Campos do Jordão. Segundo os responsáveis pelo local, o estrago foi grande.   Em cerca de 10 minutos de temporal com ventos fortes, o local ficou destelhado, todo revirado e com vários danos na estrutura. Leia mais: G1 Vanguarda/ Vídeo Cale 360 News

Você está demitido - Globo não renova com Zeca Camargo como parte de plano para reduzir gastos

Na política de cortes de gastos que inclui a necessidade de administrar um elenco cada vez menor, a Rede Globo não renovou nesta quarta, 27, o contrato com o jornalista e apresentador  Zeca Camargo.  Com passagens pelo  Fantástico,   Vídeo Show  e  No Limite,  Zeca era um dos apresentadores do  É de Casa,  exibido nas manhãs de sábados. Em 2019, circularam boatos de que a emissora teria tentado reduzir o salário de Camargo, que por sua vez não teria aceito. Estima-se que o apresentador tinha um salário de 300 000 reais por mês, valor que a Globo não confirma. A emissora deve fazer outros cortes nos próximos dias. O departamento de teledramaturgia, que fica sob responsabilidade de Silvio de Abreu, será o mais afetado. O Globo emitiu o seguinte comunicado: Após 24 anos de uma trajetória conjunta, marcada por uma parceria de muito respeito e sucesso, o apresentador Zeca Camargo se despede da Globo.  Profissional multitalent...

Paulo Betti é acusado de intolerância religiosa após comparar Weverton, do Palmeiras, a goleiro Bruno

  O ator  Paulo Betti  recebeu  várias críticas  nas  redes sociais  quando comparou o goleiro  Weverton , do  Palmeiras , com  Bruno , ex-goleiro do  Flamengo  e condenado pela morte de  Eliza Samudio . Durante uma fala considerada preconceituosa, o ator reclamou da  “falação sobre  Deus ”  no discurso do atleta depois que seu time foi campeão da  Libertadores  no último dia 27. Paulo escreveu no  Twitter  que, ao ver a cena do homem rezando antes do jogo começar, se lembrou de Bruno, que costumava rezar no  Maracanã  e depois “ ia matar a moça e jogar para os cães”. Na sua declaração, o goleiro que foi tricampeão da Libertadores agradeceu a Deus pela sua vitória com o Palmeiras. Na ocasião, ele disse: “ Hoje, diante de tanta adversidade, Deus nos agraciou para que não fique dúvida de quanto ele é bom e nos colocou na história de um gigante.  Não é fácil  vencer duas ...

Organização projeta Agrishow 2022 mais tecnológica em Ribeirão Preto, SP

  O presidente da Agrishow, Francisco Maturro, disse neste sábado (9) que a organização da feira de agronegócios projeta mais tecnologia para a edição de 2022 em  Ribeirão Preto  (SP). O evento, que ocorre entre 25 e 29 de abril, é retomado três anos depois da última edição, em 2019. As feiras previstas para 2020 e 2021  foram canceladas por conta da pandemia do coronavírus. “Nesse período longo de três anos, as indústrias não pararam de desenvolver, porque o agro não parou nesse período. Consequentemente, as novidades estão todas acumuladas, nós teremos uma chuva de novas tecnologias apresentadas na Agrishow”, explicou. Na manhã deste sábado, os organizadores da feira participaram de uma coletiva de imprensa em um hotel de Ribeirão. Presente no evento, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), João Carlos Marchesan, também aposta que a tecnologia vai se destacar entre os expositores. “Nós vivemos hoje já entrando na cone...