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fonte: youtube/ SBT Jornalismo

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Autolatina vai voltar? Volkswagen e Ford iniciam aliança global



Cooperação entre as duas montadoras visa redução de custos e desenvolvimento mais rápido de veículos comerciais

Entre as décadas de 1980 e 1990, Ford e Volkswagen formavam a Autolatina no Brasil. A parceria visava desenvolvimento conjunto de modelos e foi assim que o Escort se transformou no Logus, o Santana em Versailles e quase um Gol da Ford foi lançado. Hoje, totalmente apartadas, as duas montadoras voltaram a se relacionar com uma nova parceria.
Um memorando de intenções foi assinado por Ford e Volkswagen para dar início a uma atuação conjunta entre as marcas para o desenvolvimento de novos veículos comerciais. A ideia da dupla é reduzir custos de produção e também acelerar a criação de carros novos nessa categoria.
Com a nova estratégia, é possível que as próximas gerações de Volkswagen Crafter e Ford Transit compartilhem plataforma e diversos componentes mecânicos ou, até mesmo, sejam versões rebatizadas para cada marca, tal como FCA e PSA fazem com Fiat Ducato, RAM ProMaster, Citroën Jumper e Peugeot Boxer.  
O diretor do Grupo de Estratégia da Volkswagen, Thomas Sedran, disse que "é de extrema importância ganhar flexibilidade por meio de alianças. A potencial cooperação industrial com a Ford é vista como uma oportunidade para melhorar globalmente a competitividade das duas empresas."

Sede da Ford em Dearborn, nas proximidades de Detroit, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Sede da Ford em Dearborn, nas proximidades de Detroit, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)



Fábrica da Volkswagen, em Wolfsburg, na Alemanha, em imagem de arquivo de 2015 (Foto: REUTERS/Carl Recine/File Photo)

Situação das empresas


No final de abril, a Ford anunciou um plano para cortar custos e aumentar as margens de lucro nos próximos anos. A marca "não vai investir em novas gerações de sedãs tradicionais para a América do Norte", incluindo Fusion, Fiesta e Taurus, disse a montadora.

O objetivo é cortar US$ 25,5 bilhões em custos até 2022, ante US$ 14 bilhões previstos no plano anterior anunciado no ano passado.

Preocupação com poluentes de carros a diesel aumentou depois do escândalo da Volkswagen (Foto: REUTERS)

Preocupação com poluentes de carros a diesel aumentou depois do escândalo da Volkswagen (Foto: REUTERS)

Já a Volkswagen ainda enfrenta desdobramentos do escândalo de emissões dos veículos a diesel, que ficou conhecido como dieselgate. Nos movimentos mais recentes, a justiça alemã multou a em 1 bilhão de euros a fabricante, que se declarou culpada no caso.

O Grupo Volkswagen fraudou cerca de 11 milhões de veículos a diesel em todo o mundo. Os carros eram equipados com um software que burlava testes de emissões em motores deste tipo.

Movimentos  parecidos


Este não é o primeiro movimento de aproximação entre concorrentes na indústria automobilística. É comum que rivais se aproximem para desenvolver tecnologias em conjunto, além de reduzir custos com uma escala maior de produção.

Um exemplo básico é que Ford e Chevrolet compartilham o câmbio automático de 10 marchas, presente em Mustang e Camaro.

Também há inúmeros outros casos, como de fusões. Em 2016, a Renault Nissan, outra aliança, anunciou a compra da japonesa Mitsubishi.

Outra gigante, a Fiat Chrysler, buscou alianças com a própria Volkswagen e com a General Motors, dona da Chevrolet. No entanto, as conversas não avançaram.


fonte: ICarros/G1

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