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Brasil na Copa: Rússia de A a Z: conheça o país da Copa, da matrioska e da vodca

Rússia de A a Z: especial (Foto: Arte/G1)


De letra em letra, saiba mais características e histórias do país sede da Copa do Mundo de 2018.


Maior país do mundo, a Rússia, berço de cultura e história riquíssimas, hoje recebe dezenas de milhares de turistas por conta da Copa do Mundo. No entanto, pela distância e pelas décadas que ficou relativamente fechada ao Ocidente por fazer parte da União Soviética, muitas de suas características ainda são pouco conhecidas dos estrangeiros. Descobri-las torna essa nação ainda mais surpreendente.

Abaixo, o G1 apresenta uma coleção de elementos que ajudam a compor esse país fascinante:

 (Foto: Arte/G1)

A empresa fabricante dos carros Lada nasceu de uma improvável parceria da italiana Fiat com o governo da então União Soviética, nos anos 1960. O design sóbrio dos carros populares se tornou símbolo do estilo de vida da Rússia comunista e, até hoje, é item cult inclusive nos países capitalistas.

 (Foto: REUTERS/AvtoVaz/Handout )

 (Foto: Arte/G1)

Nenhum lago no mundo é tão profundo quanto o Baikal, com quase 1,7 km de profundidade máxima. Por isso, o reservatório localizado no sudeste da Rússia responde por 20% da água doce não congelada da Terra, segundo dados da Unesco. O Baikal também é considerado o lago mais antigo do planeta, com 25 milhões de anos desde a formação.

Baikal é o lago mais profundo do mundo, com 1,6 km de profundidade (Foto: Andrey Nekrasov/Barcroft Media)

Baikal é o lago mais profundo do mundo, com 1,6 km de profundidade (Foto: Andrey Nekrasov/Barcroft Media)


Em vez do alfabeto latino utilizado na maior parte do mundo ocidental, a língua russa adota 33 letras da escrita cirílica desde a Idade Média. Historiadores acreditam que os símbolos surgiram no século X e têm influência dos alfabetos grego e glagolítico. Em 1918, os russos eliminaram alguns caracteres que caíram em desuso.

O turista desavisado pode se confundir com algumas letras semelhantes às do nosso abecedário: o que parece um P, por exemplo, equivale ao nosso R.

Em russo e no alfabeto cirílico, placa no metrô de Moscou indica saída da estação (Foto: Reuters/Albert Gea)

Em russo e no alfabeto cirílico, placa no metrô de Moscou indica saída da estação (Foto: Reuters/Albert Gea)

É a câmara baixa do parlamento russo, inaugurado em 1906, ainda na época dos czares. Foi substituída pelo Soviete Supremo durante a era comunista e só retornou em 1993. Ao todo, são 450 assentos — 338 deles ocupados por parlamentares do Rússia Unida, partido governista de Vladimir Putin.

Câmara Baixa do Parlamento russo (Duma) aprovou projeto que descriminaliza violência doméstica nesta sexta-feira (27)  (Foto: Alexander Zemlianichenko/ AP)

 Câmara Baixa do Parlamento russo (Duma) aprovou projeto que descriminaliza violência doméstica nesta sexta-feira (27) (Foto: Alexander Zemlianichenko/ AP)

 (Foto: Arte/G1)

O caviar, uma das iguarias mais caras do mundo, é feito a partir das ovas do esturjão selvagem — peixe encontrado nos mares Cáspio e Negro, que banham o sudoeste da Rússia. Em restaurantes de luxo em Moscou, o preço da porção acompanhado de blíni (um tipo de panqueca) pode ultrapassar os R$ 800. Por causa da caça, entidades de proteção ao meio-ambiente classificam o esturjão como uma espécie em perigo.

Caviar é preparado para a competição (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)

Caviar é preparado para a competição (Foto: Maxim Shemetov/Reuters)

A KGB, órgão de segurança e espionagem da União Soviética durante a Guerra Fria, mudou de nome após o colapso do comunismo na Rússia. Assim como a antecessora, as maiores polêmicas envolvendo a Rússia no cenário mundial envolvem o FSB, sigla para Serviço Federal de Segurança, em russo.

O órgão estaria envolvido com a manipulação eleitoral de eleições na Europa e nos Estados Unidos, além do esquema estatal de doping que levou o Comitê Olímpico Internacional a suspender alguns atletas e símbolos da Rússia da Olimpíada de Inverno de 2018.

Granyonyi stakan, o copo facetado russo (Foto: George Shuklin/CC BY-SA 1.0 - https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4651468)

Granyonyi stakan, o copo facetado russo (Foto: George Shuklin/CC BY-SA 1.0 - https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4651468)

Por causa da rivalidade geopolítica, não diga a um russo que o granyonyi stakan — ao pé da letra, copo facetado — é um copo americano. Eles se parecem, mas a vidraria favorita dos lares da Rússia serve tanto para colocar picles como para tomar vodca ou mesmo chá. Apesar de ainda ser popular por lá, quem vem de fora associa o copo ao período soviético. Pela internet e em brechós vintage, é possível comprar stakan em diferentes tamanhos e preços.

Agentes da FSB, serviço de segurança russo, detém suspeito de terrorismo em 2017 (Foto: Russian FSB/Sputnik/AFP/Arquivo)

Agentes da FSB, serviço de segurança russo, detém suspeito de terrorismo em 2017 (Foto: Russian FSB/Sputnik/AFP/Arquivo)


  (Foto: Arte/G1)

Apesar de a legislação não definir a homossexualidade como crime em si, a Rússia aparece nas listas de países mais violentos com a população LGBT. Em 2013, a Duma aprovou uma lei que proíbe a “propaganda de relações sexuais não tradicionais”. Em Moscou, paradas gays são proibidas e fortemente reprimidas pela polícia. Um britânico defensor dos direitos LGBT foi preso ao protestar na capital russa horas antes da abertura da Copa.

Entidades de apoio aos LGBT acusam o governo russo de fazer vista grossa a violações sérias de direiros humanos. A Chechênia, uma das repúblicas independentes que compõem a Federação Russa, é acusada de manter campos de concentração para cidadãos homossexuais. A região abriga a base do time do Egito durante a Copa do Mundo.

Ativista gay que segurava um guarda-chuva com as cores da bandeira LGBT é detida pela polícia durante marcha do Dia do Trabalhador no centro de São Petersburgo, na Rússia, nesta segunda-feira, dia 1º de maio de 2017 (Foto: Dmitri Lovetsky/AP)

Ativista gay que segurava um guarda-chuva com as cores da bandeira LGBT é detida pela polícia durante marcha do Dia do Trabalhador no centro de São Petersburgo, na Rússia, nesta segunda-feira, dia 1º de maio de 2017 (Foto: Dmitri Lovetsky/AP)

 (Foto: Arte/G1)

A disputa política entre União Soviética e Estados Unidos se estendeu ao campo da tecnologia. Apesar de lembrada pela construção das bombas atômicas que poderiam devastar o mundo, a concorrência entre as duas potências levou os russos a desenvolverem inovações tecnológicas como os satélites. O primeiro deles, o Sputnik, entrou em órbita em outubro de 1957.

Fora da Guerra Fria, os russos também criaram invenções, como a espuma usada em extintores de incêndio, criada pelo químico Alexandr Loran em 1902. Inovações recentes e revolucionárias, como o grafeno — material ultrafino usado na nanotecnologia — também saíram de pesquisas lideradas por cientistas nascidos na Rússia.

Modelo do Sputnik, primeiro satélite lançado pela URSS (Foto: AP Photo)

Modelo do Sputnik, primeiro satélite lançado pela URSS (Foto: AP Photo)

 (Foto: Arte/G1)

A Rússia é uma das maiores potências nos esportes olímpicos. Os resultados eram ainda mais expressivos no período soviético — a URSS liderou o quadro de medalhas das Olimpíadas em seis edições, além de 1992, quando os países da recém extinta União Soviética disputaram os jogos com um time unificado.

O histórico russo nos Jogos Olímpicos também tem polêmicas ligadas à política do país. No mais recente, o governo Putin foi acusado de adulterar resultados de exames antidoping nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi. Por isso, o Comitê Olímpico Internacional suspendeu dezenas de atletas e obrigou a Rússia a competir sob bandeira neutra na edição de Pyeongchang, em fevereiro deste ano.

Rússia Olimpíada (Foto: AP )

Rússia Olimpíada (Foto: AP )

 (Foto: Arte/G1)


Não fazia 10 anos desde o fim da União Soviética quando, em 2000, o submarino nuclear Kursk explodiu no fundo do Oceano Ártico, próximo à fronteira entre Rússia e Noruega. Todos os 118 tripulantes morreram na tragédia. Oficialmente, uma falha nos torpedos causou as explosões na embarcação, que era vista como “um orgulho da Rússia”. Porém, teorias da conspiração falam em ataque acidental — “fogo amigo” — e até mesmo em minas submarinas instaladas na Segunda Guerra Mundial.

Submarino nuclear russo Kursk, em foto de 2000. A embarcação naufragou no ano seguinte (Foto: AP Foto/Archivo)

Submarino nuclear russo Kursk, em foto de 2000. A embarcação naufragou no ano seguinte (Foto: AP Foto/Archivo)

 (Foto: Arte/G1)

O corpo de Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa (1917), jaz praticamente intacto em um mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou. O túmulo do revolucionário é aberto à visitação gratuita, mas os visitantes precisam seguir regras rígidas: não se pode, por exemplo, fotografar o corpo de Lênin. Setores nacionalistas e opositores do regime soviético, além da Igreja Ortodoxa, chegaram a pressionar o governo russo para se desfazer da tumba e enterrar o cadáver embalsamado. A gestão Putin, porém, jamais colocou a proposta na pauta.

Corpo embalsamado do fundador da antiga União Soviética, Vladimir Lênin (Foto: Sergei Karpukhin/AP)

Corpo embalsamado do fundador da antiga União Soviética, Vladimir Lênin (Foto: Sergei Karpukhin/AP)

Estátua de Lenin é vista com um cartaz da Copa do Mundo 2018 ao fundo  no estádio Luzhniki em Moscou, na Rússia (Foto: Matthias Schrader/AP)

Estátua de Lenin é vista com um cartaz da Copa do Mundo 2018 ao fundo no estádio Luzhniki em Moscou, na Rússia (Foto: Matthias Schrader/AP)

As lojas de souvenir das principais cidades russas expõem as bonequinhas de madeira aos montes nas vitrines. A boneca dentro de outra boneca faz parte do imaginário sobre a Rússia, mas só surgiu no fim do século XIX. Não se sabe ao certo a origem, mas acredita-se que o brinquedo surgiu a partir dos fukuruma — bonecos japoneses de madeira que seguiam a mesma lógica. Para além das mulheres em trajes típicos, hoje é possível encontrar, nas mesmas lojas de souvenir, matrioskas de políticos ou mesmo de jogadores de futebol.

Matrioskas, bonecas que são colocadas uma dentro das outras (Foto: Ricardo Freitas / Tv Morena )

Matrioskas, bonecas que são colocadas uma dentro das outras (Foto: Ricardo Freitas / Tv Morena )

N: Noite Branca (Foto: Arte/G1)

As noites de verão em São Petersburgo recebem esse nome porque praticamente não escurece nas datas próximas ao solstício de 21 de junho. Mesmo na madrugada, o céu fica com um aspecto parecido com os do fim de uma tarde no Brasil. Isso acontece por causa da inclinação da Terra. Como São Petersburgo está bastante ao norte, a região quase não passa pela sombra — ou seja, a noite — no movimento de rotação do planeta. Nesse período, com temperatura mais amenas, os moradores da cidade aproveitam para curtir festivais de música e festas ao ar livre.

As Noites Brancas em São Petersburgo acontecem entre o fim de junho e começo de julho (Foto: Dmitry Ermakov/NurPhoto via AFP/Arquivo)

As Noites Brancas em São Petersburgo acontecem entre o fim de junho e começo de julho (Foto: Dmitry Ermakov/NurPhoto via AFP/Arquivo)

O: Outubro Vermelho (Foto: Arte/G1)

É um dos nomes dados à Revolução Bolchevique — a fase da Revolução Russa que abriu caminho para a ala radical dos comunistas em 1917, cinco anos antes da fundação da União Soviética. Liderados por Lênin, os bolcheviques tomaram o Palácio de Inverno para, segundo eles, transferirem todo o poder aos sovietes, como eram chamados os conselhos de trabalhadores. Apesar do apelido, a revolta ocorreu em 7 de novembro pelo nosso calendário.No calendário juliano, usado na Rússia à época, a data equivalia a 25 de outubro. Uma das marcas mais tradicionais de chocolate da Rússia leva o nome Outubro Vermelho, dado pelos comunistas quando a fábrica foi estatizada.

Foto datada de novembro de 1917, do destacamento de veículos armados do exército vermelho de Smolny, em Petrogrado. Durante a Revolução de outubro de 1917, os bolcheviques derrubaram o Governo Provisório do Kerensky, formados durante a Revolução de março de 1917, e substituíram-no por um soviético, levando ao estabelecimento da União Soviética. A Revolução de outubro foi liderada por Vladimir Lênin e Leon Trotsky, e marcou o início da disseminação do comunismo no século XX. (Foto: Arquivo/Tass/AFP Photo)

Foto datada de novembro de 1917, do destacamento de veículos armados do exército vermelho de Smolny, em Petrogrado. Durante a Revolução de outubro de 1917, os bolcheviques derrubaram o Governo Provisório do Kerensky, formados durante a Revolução de março de 1917, e substituíram-no por um soviético, levando ao estabelecimento da União Soviética. A Revolução de outubro foi liderada por Vladimir Lênin e Leon Trotsky, e marcou o início da disseminação do comunismo no século XX. (Foto: Arquivo/Tass/AFP Photo)

Antiga fábrica de chocolate "Outubro Vermelho" em Moscou (Foto: Valeri Pizhanski/Flickr/Creative Commons)

Antiga fábrica de chocolate "Outubro Vermelho" em Moscou (Foto: Valeri Pizhanski/Flickr/Creative Commons)

 (Foto: Arte/G1)

Em vez das palavras formais de um suposto protocolo a se seguir, o cosmonauta russo Yuri Gagarin teria dito Poyekhali! — algo como “vamos lá!” — assim que seu foguete decolou em 12 de abril de 1961 para levar, pela primeira vez, uma pessoa ao espaço. Com a viagem da espaçonave Vostok ao redor da Terra, a União Soviética saiu na frente da corrida espacial e a expressão Poyekhali! ficou célebre. A dianteira só foi tomada pelos norte-americanos oito anos depois, com a chegada da missão Apolo 11 na Lua.

Da esquerda para a direita: os cosmonautas da URSS Vladimir Komarov, Pavel Belyayev, Alexei Leonov e Yuri Gagarin (Foto: RIA Novosti /Sputnik/AFP)

Da esquerda para a direita: os cosmonautas da URSS Vladimir Komarov, Pavel Belyayev, Alexei Leonov e Yuri Gagarin (Foto: RIA Novosti /Sputnik/AFP)

Com aproximadamente 17,1 milhões de quilômetros quadrados, a Rússia comportaria quase duas vezes os 8,516 milhões de km² do Brasil. É um país tão grande que ocuparia praticamente toda a área do planeta anão Plutão. Apesar do enorme território, o país figura na nona posição dos países mais populosos, com cerca de 146 milhões de habitantes. Fica atrás de nações muito menores, como Paquistão, Nigéria e Bangladesh.

Ekaterinburg Arena, estádio da cidade sede mais ao leste da Copa (Foto: Divulgação/Fifa)

Ekaterinburg Arena, estádio da cidade sede mais ao leste da Copa (Foto: Divulgação/Fifa)

A suposta interferência do místico Grigori Rasputin (1869-1916) na vida familiar dos últimos Romanov — a derradeira família real da Rússia Czarista — transformou o nome do mago em sinônimo de influenciador de governos nacionais. Por exemplo, a ex-presidente da Coreia do Sul Park Gyun-hye sofreu impeachment pois, entre uma das razões, permitiu que Choi Soon-sil, filha do fundador da seita Igreja da Vida Eterna, tivesse acesso a documentos secretos e interferisse nas decisões da mandatária. Ela caiu em março de 2017, e Choi ganhou a alcunha de "Rasputin Coreana".

Foto de Rasputin, místico que influenciou a família Romanov (Foto: © IWM (Q 81770))

Foto de Rasputin, místico que influenciou a família Romanov (Foto: © IWM (Q 81770))

 (Foto: Arte/G1)

Ideal para fazer chás no inverno rigoroso da Rússia, o samovar está nas casas do país desde bem antes dos copos facetados da União Soviética: há relatos de samovares primitivos datados de 3,6 mil anos atrás. Funciona como uma chaleira, e pode ser fabricado a partir do aço, do bronze e porcelana. Atualmente, há até samovares elétricos vendidos na internet.

Samovar russo (Foto: Benito bonito /CC BY-SA 3.0 -https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=11877618)

Samovar russo (Foto: Benito bonito /CC BY-SA 3.0 -https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=11877618)

 (Foto: Arte/G1)

Apesar de a Transiberiana, oficialmente, significar apenas os 9.289 quilômetros de trilhos entre Moscou e Vladivostok, os trilhos não param na costa Pacífica da Rússia. Dá para seguir viagem até Pequim e mesmo a Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

Não é um caminho rápido: se o viajante não parar nenhuma vez, ele demorará seis dias para atravessar o maior país do mundo. Além disso, a ferrovia atravessa oitos fusos horários diferentes — mas atenção: a programação afixada nas estações está quase sempre sincronizada com o horário de Moscou.

Trem de luxo na Rússia; há opções de passagem e conforto para todos os bolsos (Foto: Simon Pielow/Creative Commons)

Trem de luxo na Rússia; há opções de passagem e conforto para todos os bolsos (Foto: Simon Pielow/Creative Commons)

 (Foto: Arte/G1)

As definições sobre as fronteiras da Europa não são um consenso entre geógrafos. Porém, a maioria concorda que os Montes Urais representam a divisa leste dos continentes europeu e asiático. A cordilheira se estende do extremo norte da Rússia até a fronteira sul com o Cazaquistão. Passa por Ecaterimburgo, sede da Copa que recebe Suarez, Guerrero e Mbappé na primeira fase.

As montanhas não são muito altas — o ponto mais elevado não chega a 
1,9 mil metros de altitude, pouco mais da metade dos 3 mil metros do Pico da Neblina, o maior do Brasil.

Vista dos Montes Urais (Foto: Reprodução/Google Street view)

Vista dos Montes Urais (Foto: Reprodução/Google Street view)

Ao pé da letra, a bebida mais conhecida da Rússia significa apenas “aguinha”, mesmo que o teor alcoólico geralmente ultrapasse os 40%. A popularidade da vodca se estende por quase todo o leste e o norte da Europa, a ponto de poloneses e russos discutirem quem criou e tem a melhor versão do líquido.

No país sede da Copa, o jeito mais típico de consumir a bebida é acompanhado por picles em conserva. Quem tem mais dinheiro pode beber enquanto come um caviar acompanhado de blíni.

Vodca Russky Standart, marca bastante conhecida do país (Foto: Rishabh Mathur/Flickr/Creative Commons)

Vodca Russky Standart, marca bastante conhecida do país (Foto: Rishabh Mathur/Flickr/Creative Commons)

As fronteiras do jogo War, um clássico dos anos 1970 vendido até hoje, seguem um desenho diferente. A brincadeira simula uma guerra mundial fictícia. A Rússia e outras nações integrantes da então União Soviética não existem, por exemplo. No War, o território russo dá lugar a Moscou, Omsk, Dudinka, Sibéria, Tchita, Vladivostok e um pedaço de Aral e da Mongólia — todos relacionados a regiões e cidades reais. No maior país do mundo, os jovens jogam uma versão chamada “Risk”, com regras muito semelhantes.

Jogo de tabuleiro 'War' agora pode ser jogado no tablet ou computador (Foto: Divulgação/Grow)

Jogo de tabuleiro 'War' agora pode ser jogado no tablet ou computador (Foto: Divulgação/Grow)

Os russos se vangloriam de ter alguns dos melhores enxadristas do mundo. Entre 1948 e 1999, a Rússia e a União Soviética só perderam uma vez o Campeonato Mundial de Xadrez. No entanto, Garry Kasparov, considerado o melhor jogador à época, perdeu para o computador Deep Blue, da empresa norte-americana IBM, em uma histórica partida em 1986. A derrota aqueceu o debate sobre os limites da inteligência artificial, uma novidade até então.

Gary Kasparov jogou xadrez contra 20 crianças e jovens selecionados pelo Sesi (Foto: Paulo Guilherme/G1)

Gary Kasparov jogou xadrez contra 20 crianças e jovens selecionados pelo Sesi (Foto: Paulo Guilherme/G1)

 (Foto: Arte/G1)

Para se ter uma noção do frio que faz em Yakutsk durante o inverno, a água congela assim que entra em contato com o ar a -60°C — temperatura relativamente comum nessa cidade com cerca de 260 mil habitantes no leste da Rússia. Apesar do frio extremo, o calor pode ultrapassar os 30°C durante o verão, o que dá uma amplitude térmica de 90°C anualmente. Aproximadamente o triplo da diferença entre a mínima e a máxima anual em São Paulo.

Menina fortemente agasalhada ficou com neve acumulada nos cílios em meio ao severo inverno na cidade siberiana de Yakutsk, na Rússia. A temperatura local chegou a 35 graus negativos. (Foto: Viktor Everstov/Reuters)

Menina fortemente agasalhada ficou com neve acumulada nos cílios em meio ao severo inverno na cidade siberiana de Yakutsk, na Rússia. A temperatura local chegou a 35 graus negativos. (Foto: Viktor Everstov/Reuters)

 (Foto: Arte/G1)

Os romances distópicos "Admirável Mundo Novo" e "1984", respectivamente dos autores britânicos Aldous Huxley e George Orwell, chegaram às prateleiras poucos anos depois de o escritor russo Yevgueny Zamyatin (1884-1937) lançar "Nós". A ficção, de 1921, conta a história de um estado totalitário que controlava todo o planeta. Por causa do conteúdo interpretado como crítico ao regime soviético, a obra somente foi lançada na Rússia em 1988. Porém, os tradutores já haviam difundido o livro no mundo ocidental.

Yevgeni Zamiatin (Foto: Reprodução/Orwell.ru)

Yevgeni Zamiatin (Foto: Reprodução/Orwell.ru)


fonte: G1

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