Postagem em destaque

Greve de caminhoneiros barra produção de 129 fábricas de carne no país

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), representando ...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

'Efeito Trump' acelera Relógio do Apocalipse, que marca 23h57m30s, diz ciêntistas

Resultado de imagem para donald trump apocalipse

RIO - O destempero do recém-empossado presidente dos EUA, Donald Trump, deixa a Humanidade mais próxima do extermínio. Esta é a avaliação dos cientistas responsáveis por mover os ponteiros do chamado “Relógio do Apocalipse”, adiantado nesta quinta-feira em 30 segundos para 2 minutos e meio para a meia-noite. É o mais perto do horário usado para simbolizar o fim de nossa civilização que o relógio chega desde 1953, quando ele foi ajustado para dois minutos para a meia-noite depois que os EUA e a antiga União Soviética testaram com sucesso suas primeiras e poderosas bombas termonucleares num período de apenas seis meses, em plena corrida armamentista da Guerra Fria.

Segundo os integrantes do conselho de ciência e segurança do “Boletim dos Cientistas Atômicos”, que inclui 15 ganhadores do Prêmio Nobel e decide os movimentos do “Relógio do Apocalipse”, o declarado ceticismo de Trump com relação ao aquecimento global e às mudanças climáticas e sua retórica belicista, refletidos também nas escolhas que fez para o gabinete da Presidência americana, põem a Humanidade em maior risco de uma catástrofe, seja por meio da inação na necessária redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa ou mesmo pela guerra.
“A decisão do conselho de mover o relógio em menos de um minuto – algo que ele nunca tinha feito antes – reflete uma simples realidade: enquanto este comunicado é divulgado, Donald Trump é presidente dos EUA há apenas alguns dias”, justifica o documento que anunciou a decisão destas quinta. “Muitas de suas nomeações para o gabinete ainda não foram confirmadas pelo Senado ou assumiram os cargos, e ele teve pouco tempo para tomar qualquer ação oficial. Mas, ainda assim, as palavras importam, e o presidente Trump falou muito no ano que se passou. Tanto suas declarações quanto suas atitudes como presidente eleito romperam precedentes históricos de maneiras perturbadoras. Ele fez comentários pouco refletidos sobre expandir o arsenal nuclear americano. Ele demonstrou uma perturbadora propensão a minimizar ou mesmo rejeitar o aconselhamento de especialistas com relação à segurança internacional, incluindo as conclusões de peritos em Inteligência. E seus nomeados para o Departamento de Energia e Agência de Proteção Ambiental rejeitam os princípios básicos da ciência climática. Em resumo, apesar de ter assumido o cargo só agora, as declarações destemperadas do presidente, sua falta de abertura para ouvir o aconselhamento de especialistas e suas questionáveis nomeações para o gabinete tornaram pior um cenário de segurança internacional que já era ruim”.
— A situação política nos Estados Unidos traz preocupações particulares. A administração de Trump deve aceitar de forma clara e inequívoca a realidade de que as mudanças climáticas são causadas pela ação humana. Nenhum problema pode ser resolvido sem primeiramente ser reconhecido. Não há fatos alternativos aqui — afirmou o cientista David Titley, fazendo clara referência à fala da equipe de Trump que atribuiu a "fatos alternativos" as diferenças na contagem de espectadores na posse do republicano.

Membros do Boletim de Cientistas Atômicos e o novo horário marcado pelo Relógio do Apocalipse - WIN MCNAMEE / AFP

Mas Trump não é a única nova ameaça que o mundo enfrenta. Criado em 1947 pelo “Boletim dos Cientistas Atômicos” - organização fundada em 1945 por pesquisadores e engenheiros que participaram do Projeto Manhattan, responsável por construir as primeiras bombas atômicas dos EUA, inclusive as usadas para bombardear Hiroshima e Nagasaki -, o “Relógio do Apocalipse” também reflete temores quanto aos avanços do programa nuclear da Coreia do Norte, o risco de fracasso na contenção do programa do Irã, a crescente tensão entre Índia e Paquistão, países com capacidades nucleares, e o possível uso “para o mal” de novas tecnologias, como a inteligência artificial e a ferramenta de edição genética conhecida como Crispr. Isso sem contar ataques cibernéticos que atinjam serviços de infraestrutura, financeiros ou mesmo a democracia, exemplificado pela interferência de hackers russos nas eleições americanas que colocaram o próprio Trump no poder.
“Monoculturas da informação, notícias falsas e o roubo e divulgação de e-mails politicamente sensíveis podem ter tido um impacto ilegítimo na eleição presidencial dos EUA, ameaçando a democracia. Se não forem controlados, estes tipos de ataques eleitorais podem ser lançados contra democracias ao redor do mundo, minando a crença em governos representativos e, desta forma, colocando em risco a Humanidade como um todo”, destaca o comunicado do conselho do “Boletim”.
- Os fatos são coisas teimosas, e eles devem ser levados em conta se for para se preservar o futuro da Humanidade – destacou Lawrence M. Krauss, físico teórico que lidera o conselho de patrocinadores do “Boletim”, durante anúncio desta quinta. - O presidente Trump e o presidente Putin, que alegam ter grande respeito um pelo outro, podem escolher agir em conjunto como estadistas ou como crianças petulantes, ameaçando nosso futuro. De qualquer forma, estas questões são importantes demais para serem deixadas nas mãos de algumas poucas pessoas. Assim, convocamos todas pessoas a se manifestarem e mandar uma mensagem alta e clara a seus líderes que não vão permitir que eles ameacem desnecessariamente seu futuro e o futuro de suas crianças.
Há na internet, inclusive, uma conta no Twitter que brinca com o relógio, atribuindo-o a Trump: é o Trump Doomsday Clock ("O Relógio do Apocalipse do Trump"). Ainda que desatualizado, a conta compartilha notícias e tweets do agora presidente americano, adiconando apenas uma onomatopeia: tick, tick, tick...
O "Boletim" destaca, porém, que o relógio não é uma ferramenta de previsão, mas um pouco como o diagnóstico de um médico: são levados em conta dados, sintomas e circunstâncias dos riscos globais, gerando assim à determinação do quadro. O "Relógio do Apocalipse" já foi ajustado 24 vezes, e a partir de 2007, o aquecimento global passou a ser levado em conta.

Confira abaixo os horários do relógio desde o seu início:

2017: 23h57m30s
2016: 23h57m
2015: 23h57m
2012: 23h55m
2010: 23h54m
2007: 23h55m
2002: 23h53m
1998: 23h51m
1995: 23h46m
1991: 23h43m
1990: 23h50m
1988: 23h54m
1984: 23h57m
1981: 23h56m
1980: 23h53m
1974: 23h51m
1972: 23h48m
1969: 23h50m
1968: 23h53m
1963: 23h48m
1960: 23h53m
1953: 23h58m
1949: 23h57m
1947: 23h53m

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMPARTILHE

AS MAIS LIDAS DA SEMANA

Scorpions - The Concert Live in Munich - Show Completo

Flagra! Chevrolet Spin renovada é vista disfarçada antes da estreia