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segunda-feira, 24 de abril de 2017

A greve geral que parou São Paulo faz 100 anos

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São Paulo vive uma greve geral em 1917: veja esse e outros fotos históricos do mês de abril
São Paulo vive uma greve geral em 1917: veja esse e outros fotos históricos do mês de abril
A greve geral de 1917 parou São Paulo durante três dias por reivindicações trabalhistas como aumento salarial, jornada de oito horas diárias, fim do trabalho noturno das mulheres e dos menores de 14 anos, e também congelamento de preços dos alimentos e redução dos aluguéis.
A polícia interveio, barricadas foram erguidas nas ruas, lojas e armazéns foram saqueados. O comércio fechou, os transportes pararam e o que era um movimento grevista ganhou contornos de uma insurreição popular, mesmo porque os soldados da Força Pública e da Guarda Civil se recusavam a reprimir os grevistas.
Para por fim à greve os patrões, concordaram com 20% de aumento salarial, respeito ao direito de associação, não demissão dos grevistas, e assumiram compromisso de restringir o trabalho noturno dos menores e das mulheres. O governo libertou os operários presos.
A greve deu início a uma nova fase na história dos trabalhadores brasileiros. Patrões e governo passaram a reconhecer as entidades trabalhistas e viram a necessidade de negociar com elas. Para saber mais, clique aqui
Greve geral em São Paulo, em 1917: luta por salário mínimo digno e por mais direitos
Greve geral em São Paulo, em 1917: luta por salário mínimo digno e por mais direitos
  1. Uma das reivindicações da greve de 1917 era a criação do salário-mínimo para todos os trabalhadores do País.
  2. Por insistência das entidades operárias, o salário-mínimo foi discutido nos anos 1930, com Getúlio presidente, nos debates do marco regulatório das leis trabalhistas.
  3. O salário-mínimo foi criado em 1940 com 14 valores diferentes, aplicados num País dividido em 22 regiões e 50 sub-regiões. O valor dele no Rio, capital do país, era quase três vezes maior que no Nordeste.
  4. A partir daí a pauta dos trabalhadores passou a ser um valor único do salário-mínimo.
  5. Foi um atendimento por etapas. Em 1963 eram 38 valores diferentes, em 1974 foram reduzidos para 5, e a unificação do valor do salário-mínimo aconteceu em 1984.
  6. A reivindicação da greve de 1917 foi plenamente atendida 67 anos depois! Imagine se não tivesse começado naquela época?
Tia Ciata, a madrinha do samba
Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, nasceu na Bahia em 23 de abril de 1854 e ainda jovem foi para o Rio, onde armou sua barraca de quitutes na Praça Onze. Mãe-de-santo, morava no cortiço Cabeça de Porco e era muito festeira, ou celebrando os orixás ou participando das rodas de partido-alto.
Tia Ciata: Quituteira, mãe-de-santo, festeira e referência afro
Tia Ciata: Quituteira, mãe-de-santo, festeira e referência afro
As tias baianas eram grandes quituteiras e festeiras, e reuniam a comunidade em encontros com música e dança que duravam dias. A casa de Tia Ciata era freqüentada por Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida, e foi nela que nasceu o samba. A música Pelo telefone, primeiro samba registrado, foi sucesso no carnaval de 1917. Com a oficialização dos desfiles de rua, os grupos, antes do iniciarem o percurso, faziam parada obrigatória na Praça Onze e nas casas das tias baianas, consideradas as mães do samba. Atualmente, as tias são representadas e homenageadas pela ala das baianas das escolas de samba.
Diretas Já não passa em congresso submisso
Na grande mobilização nacional de 1983 e 84 pela volta das eleições diretas a presidente da República, no movimento conhecido por Diretas Já, o Congresso deu as costas à população.
Manifestações pelas Diretas Já foram realizadas por todo o País
Manifestações pelas Diretas Já foram realizadas por todo o País
Oito milhões de pessoas saíram às ruas, no maior movimento de massas do País, mas a emenda constitucional não foi aprovada. Em votação ocorrida em abril de 1985, a emenda teve 298 votos favoráveis, 22 a menos dos dois terços necessários. Foram, ainda, 65 votos contrários, 3 abstenções e 112 ausências, de congressistas que se omitiram num momento decisivo. Mesmo com a rejeição, a ditadura saiu ferida de morte e acabou no ano seguinte, e as eleições diretas para presidente aconteceram em 1989, num congresso já renovado.
É preciso resgatar o espírito das Diretas Já neste momento em que existem deputados federais e senadores de costas para a população e que colocam em risco direitos trabalhistas, previdenciários e sociais.
Só um grande movimento de massas terá condição de barrar tais retrocessos! E nas próximas eleições vamos promover uma renovação do Congresso para elevar o nível de comprometimento dos deputados e senadores para com a população.
Contra o monopólio do sal no Brasil Colônia
Injuriado e prejudicado com o descaso das autoridades portuguesas nos tempos do Brasil Colônia, Bartolomeu Fernandes de Faria, dono de terras paulista pelos lados de Jacareí, armou em abril de 1710 um grupo de 200 índios e escravos e invadiu a cidade de Santos para saquear os armazéns de sal estocado no porto, destinados à exportação.
Revolta pelo sal barato e abundante
Revolta pelo sal barato e abundante
A Revolta do Sal, como ficou conhecida, foi uma revolta nativista destinada a enfrentar o monopólio do sal criado pela Coroa Portuguesa, que visava garantir a quantidade necessária do produto para os países da Europa. Nos séculos 17 e 18, o sal foi importante devido à expansão da pecuária e ao aumento da produção de carnes salgadas. Como o foco era a exportação, o sal aqui no Brasil era escasso e caro.
A ação de Bartolomeu prejudicou a exportação do sal e causou revolta na Coroa, que determinou sua prisão. Ele sofreu uma das maiores perseguições no período do Brasil Colônia, até ser preso oito anos depois do saque, já aos 80 anos de idade, e morreu meses depois, antes de ser julgado.
Agenda de abril no mundo
Hino revolucionário - A Marselhesa, o hino da revolução – Em 25 de abril de 1792 o oficial francês e músico amador Rouget de l’lisle compõe a canção O canto de guerra para o exército do Reno, num momento em que a França estava envolvida em uma guerra interna, contra a monarquia francesa; e também numa guerra contra as monarquias vizinhas, que queriam acabar com a nova Nação Francesa. A canção, levada a Paris pelos soldados de Marselha, foi adotada nas frentes de batalha e hoje é o hino oficial francês. Para saber mais, clique aqui
Corpos de Mussolini e de outros fascistas pendurados em praça pública, em Milão
Corpos de Mussolini e de outros fascistas pendurados em praça pública, em Milão
Morte de Mussolini coloca fim ao fascismo – Em 28 de abril de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, o ditador italiano Benito Mussolini, sua amante Clara Petacci e outros 17 líderes fascistas foram executados pelos soldados da resistência quando tentavam fugir do país.
Milhares de pessoas se aglomeraram na Piazza Loreto, em Milão, para ver os corpos pendurados de cabeça para baixo. Era o fim de um governo violento e sanguinário que durou décadas.
Revolução dos Cravos – No dia 25 de abril de 1974 militares descontentes com a ditadura derrubaram o regime salazarista em Portugal que já durava 48 anos e restabeleceram as liberdades democráticas no País.
Chico Buarque compôs Tanto Mar em duas versões, a primeira logo após a revolução e a segunda depois que o movimento se desfez. Nos dois momentos, o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar. Para ver a entrevista em que Chico Buarque fala sobre Tanto Mar, clique aqui
Gramsci, teórico e prático - O teórico e militante italiano Antonio Gramsci morreu em 27 de abril de 1937, aos 46 anos, depois de ficar 11 anos preso durante a ditadura de Benito Mussolini. Confira algumas de suas frases:
Antonio Gramsci
Antonio Gramsci
“Somos criadores de nós mesmos, da nossa vida, do nosso destino e nós queremos saber isto hoje, nas condições de hoje, da vida de hoje e não de uma vida qualquer e de um homem qualquer.”
“Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que 'viver significa tomar partido'. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.”
“Os jornais são aparelhos ideológicos cuja função é transformar uma verdade de classe num senso comum, assimilado pelas demais classes como verdade coletiva - isto é, exerce o papel cultural de propagador de ideologia. Ela imbute uma ética, mas também a ética não é inocente: ela é uma ética de classe.”
fonte: ABC Maior

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