ANUNCIE SEU PRODUTO - e-mail net4eduardo@gmail.com - ANUNCIE SEU PRODUTO - email net4eduardo@gmail.com -

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Cerca de 350 operários da GM de S. Caetano podem perder o emprego, diz Sindicato local

Resultado de imagem para gm scs
Acabou ontem o acordo de lay-off, que é a suspensão temporária do contrato de trabalho, entre a GM (General Motors) de São Caetano e um grupo de aproximadamente 750 trabalhadores. Os operários foram informados ontem por meio de telegrama. No entanto, podem ser demitidos cerca de 350 profissionais, já que 400 possuem estabilidade.
Resultado de imagem para Cerca de 350 operários da GM podem perder o empregoDe acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Francisco Nunes, a montadora norte-americana enviou três tipos de carta: uma avisando sobre a rescisão do contrato de trabalho, outra informando a reintegração à fábrica e, uma terceira, os colocando em licença-remunerada por tempo indeterminado.
O sindicalista, porém, não soube precisar quantos estão em cada grupo, disse apenas que em torno de 400 sequelados seguirão afastados. “Nós ainda não nos reunimos com os dirigentes da empresa para discutir a situação. Só fomos informados de que, infelizmente, eles decidiram não renovar o lay-off.”

A última prorrogação da suspensão do contrato de trabalho foi no dia 8 de fevereiro. Nunes informou que haverá assembleia para tratar do assunto em frente ao portão 4 da fábrica na terça-feira às 6h.
Em relação aos empregados que voltarão à ativa, o sindicalista informou que algumas pessoas poderão ser desligadas para dar lugar a esses operários que voltaram do lay-off. Até o momento, entretanto, Nunes disse que ninguém recebeu esse tipo de comunicado.
No telegrama enviado aos trabalhadores que foram desligados, ao qual o Diário teve acesso, a companhia informa que apesar de várias medidas adotadas pela empresa para superar a crise, o mercado não reagiu. Segundo José Sipriano, 47 anos, agora ex-trabalhador do cockpit da linha de montagem, tanto o sindicato quanto a empresa não avisaram os funcionários sobre a não renovação do vínculo. “Não falaram nada, nós fomos pegos de surpresa, isso é um absurdo”. Sipriano, que recebeu o comunicado de dispensa, garante que vai recorrer da decisão porque faz parte do grupo de trabalhadores que possuem estabilidade. “Se nada for resolvido logo, vou entrar com ação judicial contra a GM.”
Outra queixa apresentada pelos profissionais suspensos é a de que a montadora não realizou o rodízio prometido entre eles, e muitos que estão em casa desde novembro de 2014, como Sipriano. “A empresa nos prometeu pagamento integral, mas a gente só recebia cerca de 60% ou 65% do valor. Também não houve rodízio”, complementa Sipriano. Isso ocorreu porque a contrapartida do Ministério do Trabalho, de complementar o salário, vale apenas para o afastamento de grupos diferentes. No caso, como os mesmos ficaram de fora, apenas nos primeiros seis meses tiveram os recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
VENDAS - De acordo com o último levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a GM segue na liderança, com 17,8% do mercado, seguida pela Fiat, com 13,6% de participação. Para se ter ideia, o Ônix teve 40.624 unidades comercializadas no primeiro trimestre deste ano.
Atualmente, são confeccionados em São Caetano os modelos Cobalt, Spin, Montana e Ônix Joy. Ao mesmo tempo, a montagem do Cruze, que era feita na região, foi transferida para Rosário, na Argentina, onde a montadora também possui unidade. Procurada pela equipe do Diário, a empresa não quis se manifestar sobre esse caso. 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Com a presença de Neto, Chapecoense apresenta elenco para 2017

AS MAIS VISTAS

Seguidores

COMPARTILHAR POSTAGENS