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Virus mudou o perfil do consumidor de carro, mas ele ainda existe

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São Paulo – Para a indústria automotiva o pior já passou. As buscas por veículos na Webmotors, uma das principais plataformas de compra e venda de usados e seminovos, retornaram ao patamar pré-crise e as vendas médias diárias de 0 KM subiram das 4 mil unidades/dia de maio para cerca de 7 mil/dia em junho, embora parte desta recuperação possa ser de unidades negociadas em meses passados e só emplacadas agora, com o retorno dos Detran.
Passado o furacão da pandemia, ainda que os números de contaminações e vítimas fatais no Brasil ainda estejam longe de um horizonte confortável, a indústria terá à sua frente um novo cenário. O comportamento e os desejos do consumidor mudaram, a necessidade por transporte próprio voltou a estar na lista de prioridades de uma população assustada e refém do transporte coletivo e de suas aglomerações e, agora, a compra digital entrou de vez na agenda de montadoras e concessionárias.
“Os modelos de negócio não voltarão. Não teremos aquele dia D em que tudo voltará a ser como antes”, afirmou Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors, um dos participantes do primeiro Conexão Anfavea, série de debates que, na segunda-feira, 22, teve como tema o Comportamento do Consumidor de Carros Pós-Covid 19.
A Webmotors promove inúmeras pesquisas com a sua base de 12 milhões de clientes cadastrados. Conseguiu identificar, com métricas, algumas tendências que estavam sendo colocadas na mesa por diversos consultores, especialistas e executivos da indústria automotiva:
“A aversão ao transporte público, já notada lá fora, essencialmente na China, tem ocorrido por aqui. Os carros por aplicativo tendem a diminuir também. No Webmotors já identificamos propostas por carros mais velhos, com mais de dois anos de uso, seguida por aumento de anúncios de seminovos. O que isso quer dizer? Muitos podem estar precisando de dinheiro e, nessa troca, conseguem trocar seu modelo por um mais barato e embolsar a diferença”.
Não é algo que anime a indústria automotiva nacional, pois a compra de carros usados não movimenta uma indústria que vê seus volumes caindo e requer uma retomada diante de uma capacidade instalada ociosa. A pressão nos custos é outro fator que joga contra, segundo Ricardo Bacellar, líder do setor automotivo da KPMG, pois a busca por carros 0 KM deve demorar.
“O cenário econômico do Brasil pega demais. O que talvez seja uma solução viável são os veículos por assinatura, algo diferente da locação. Com ele é possível reduzir o tíquete de entrada, o TCO, e permitir que mais gente acesse este mercado. É uma oportunidade para a indústria.”
Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, ressaltou que a retomada da demanda por veículos em outros mercados veio em decorrência de subsídios para aquisição de modelos novos e renovação da frota: “São países que enxergaram na indústria automotiva uma peça importante para a retomada da economia. No Brasil ainda não temos um movimento neste sentido”.
O que já é notado e chegou para ficar são as vendas digitais. Gustavo Pena, chefe de indústria e mobilidade do Google, acredita que a digitalização das compras online forçada pela pandemia, quando até as compras de supermercado – que já eram ofertadas pela internet – entrou no cotidiano do consumidor: “Não acredito que tudo vá migrar para o digital, mas haverá um equilíbrio maior das compras online e offline. E vemos as montadoras respondendo a esta demanda, acelerando as vendas digitais”.
Um ponto levantado como obstáculo para o avanço ainda maior das negociações 100% online de veículos 0 KM foi a Lei Renato Ferrari. Moraes evitou criticar a legislação e buscou enaltecer a parceria que as montadoras e concessionárias têm: “A rede tem papel importantíssimo no atendimento ao cliente. O que precisamos, agora, é juntar forças, analisar melhor nossas estratégias, big data, para atender ainda melhor a esse cliente”.
Foto: Freepik.

fonte: Autodata

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