sexta-feira, 31 de julho de 2020

Facebook não cumpre decisão de Moraes e mantém no ar perfis apoiadores de Bolsonaro fora do país

Moraes

O Facebook decidiu manter no ar as contas de apoiadores de Bolsonaro na plataforma,, contrariando a determinação do ministro Alexandre de Moraes, que mandou bloquear internacionalmente os perfis. A empresa recorrerá da decisão do STF e, enquanto isso, os perfis seguirão ativos. “Respeitamos as leis dos países em que atuamos. Estamos recorrendo ao STF contra a decisão de bloqueio global de contas, considerando que a lei brasileira reconhece limites à sua jurisdição e a legitimidade de outras jurisdições”, afirmou a assessoria do Facebook, em nota. O Twitter, por sua vez, optou por caminho diferente e, embora também vá acionar a Justiça para recorrer, removeu as contas de sua plataforma.

Perfis de políticos, influenciadores e empresários estão envolvidos na decisão, entre eles o de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, entre outros. Todos eles estão sob investigação no inquérito conduzido por Moraes no STF.

Na última sexta-feira, 24, Moraes determinou a suspensão das contas no Brasil. No entanto, os bolsonaristas, no Twitter, mudaram a localização de seus perfis para locais fora do país e seguiram com as publicações na rede social. Os nomes atingidos pela ordem tinham sido alvos de busca e apreensão em maio. Na época, o ministro havia determinado o bloqueio das redes sociais de 16 investigados no inquérito das fake news, que apura a disseminação de informações falsas e ameaças a ministros. A assessoria do Twitter confirmou à Jovem Pan que fez o bloqueio das contas para cumprir a judicial proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal , mas considera a decisão “desproporcional sob a ótica do regime de liberdade de expressão vigente no Brasil” e vai recorrer. A empresa ainda disse que não cabe a ela “defender a legalidade do conteúdo postado ou a conduta das pessoas impactadas pela referida ordem.”


fonte: República de Curitiba

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