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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Na Itália, trabalhadores da FIAT entram em greve após contratação de Cristiano Ronaldo pela Juventus

 A compra milionária do craque português pela Juventus tem participação direta da montadora de automóveis, cujo herdeiro é o presidente do clube italiano. "Não é aceitável que os trabalhadores continuem a fazer enormes sacrifícios econômicos enquanto a empresa gasta milhões de euros num jogador", diz sindicato
Trabalhadores italianos da FCA (Fiat Chrysler Automobiles), uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo, que produz os carros Fiat, anunciaram nesta quarta-feira (11) que entrarão em greve por conta da contratação do craque português, Cristiano Ronaldo, pelo clube Juventus.
O time italiano pagou 105 milhões de euros ao Real Madrid pelo jogador e a compra teve participação direta da Fiat. O herdeiro da fabricante de carros, Andrea Agnelli, é o atual presidente da Juventus. Diante do fato de que boa parte do dinheiro pela contratação do CR7 veio dos cofres da Fiat, trabalhadores, que há anos lutam por melhores salários e condições de trabalho, deflagraram a paralisação.
“Não é aceitável que os trabalhadores continuem a fazer enormes sacrifícios econômicos, enquanto a empresa gasta milhões de euros num jogador. Eles dizem às famílias para apertarem cada vez mais o cinto e depois decidem investir tanto dinheiro num jogador. Acham isso justo? É normal uma pessoa ganhar milhões, enquanto milhares de famílias a meio do mês já quase não têm dinheiro? Somos todos empregados e esta diferença de tratamento não pode continuar”, diz um comunicado do Unione Sindacale di Base, organização sindical em que os funcionários da empresa estão organizados.

A milionária contratação de Cristiano Ronaldo foi oficializada nesta terça-feira (10) e o atleta, como jogador da Juventus, deverá receber cerca de 30 milhões de euros por ano.
A greve dos trabalhadores terá início no domingo (15) e durará até terça-feira (17).

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